CPI da Violência contra Jovens Negros vai promover audiências nos estados

Foto: Laycer tomaz - Agência Câmara

Foto: Laycer tomaz – Agência Câmara

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga os casos de violência contra jovens, negros e pobres vai promover audiências públicas nos estados para levantar diagnósticos, informações, oitivas e diligencias para auxiliar os trabalhos da comissão. Na reunião desta segunda-feira (30), as parlamentares receberam o plano de trabalho da comissão. A comissão se reúne novamente no dia 8 de abril para aprovar o plano de trabalho apresentado pela relatora, deputada Rosângela Gomes (PRB-RJ).

Rosângela Gomes afirmou que a CPI vaiaos estados para poder compor um relatório mais consistente. “Eu acho importante irmos aos estados, ouvirmos a sociedade. A lei é boa, a norma é boa, quando ouvimos as pessoas. Se não produziremos um material irrelevante para a sociedade”. A relatora sugeriu que a comissão ouça representantes do governo ligados à defesa dos direitos humanos, além de vítimas e criminosos para traçar um perfil mais preciso sobre esse tipo de violência no Brasil.

O presidente da CPI, deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), afirmou que, ao final dos trabalhos, a comissão deve apresentar sugestões para enfrentamento da violência no Brasil. “Nós não podemos aceitar o que está acontecendo hoje, são quase 60 mil mortes por ano, sendo92% do sexo masculino, 77 % negros e pobres. Nós estamos vivendo um genocídio e, portanto, é importante termos ações bem específicas, bem focalizadas para combater essa violência”.

Jovens protestam na Câmara - Foto: Laycer tomaz - Agência Câmara

Jovens protestam na Câmara – Foto: Laycer tomaz – Agência Câmara

Requerimentos aprovados
A comissão também aprovou a realização de audiências públicas com a secretária nacional de Segurança do Ministério da Justiça, Regina Miki; com o presidente do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), Sergei Suarez Dillon Soares; e com o coordenador da Área de Estudos sobre Violência da Faculdade Latino Americana de Ciências Sociais (Flacso), Júlio Jacobo Waiselfisz. Além disso, os parlamentares querem debater o mapa da violência contra jovens negros e pobres no Brasil. A CPI é formada por 22 deputados, entre titulares e suplentes, e terá prazo de seis meses para concluir os trabalhos.

Reportagem – Karla Alessandra
Edição – Regina Céli Assumpção
Fonte: Agência Câmara de Notícias

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