A deputada Luizianne Lins deu entrada em uma nova proposta para revogar os cronogramas do Enem divulgados pelo Ministério da Educação. A iniciativa foi motivada pela falta de transparência do desgoverno Bolsonaro sobre a situação pedagógica e ações governamentais voltadas especialmente a candidatos pedagogicamente prejudicados.

Na justificativa, Luizianne pede o adiamento do concurso para que se possa garantir igualdade na concorrência por vagas nas universidades brasileiras. A deputada reforça que metade dos estudantes não têm acesso à Internet com regularidade, portanto não possuem os meios adequados para o estudo durante o isolamento social.
Muitos candidatos sequer possuem ambiente para o estudo e diversos são os relatos de falta de equipamentos tecnológicos para assistir às aulas, situações que inevitavelmente provocariam desigualdade entre os concorrentes.
“O desgoverno Bolsonaro é indecente e quer realizar o ENEM durante uma pandemia em um país com 46 milhões de pessoas sem acesso à internet! Qual o tempo e os recursos disponíveis para estudantes que mobilizam a energia para cuidar de si e dos seus?”, questionou Luizianne.
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O ex-prefeito de São Paulo e ex-ministro da Educação do Governo Lula, professor Fernando Haddad, bateu um papo com a deputada federal Luizianne Lins na Live da Lôra da última segunda, 04/05. Luizianne fez uma série de perguntas a Haddad, principalmente sobre sua avaliação a respeito de como o Brasil e os brasileiros estão enfrentando a pandemia do coronavírus. Na opinião do ex-ministro, se tivéssemos um presidente e um governo realmente competente e comprometido com o povo, os brasileiros não estariam sofrendo tanto.
Na live desta sexta, 08/05, o professor, ex-deputado e militante dos direitos humanos e do meio ambiente João Alfredo destacou as implicações ambientais da pandemia do coronavírus. Ele também salientou o processo de retrocesso que o Brasil está vivendo desde o golpe contra a ex-presidenta Dilma Rousseff, passando pela prisão do ex-presidente Lula e chegando à eleição de Bolsonaro. “Vivemos em um país que é hoje párea no mundo, somos o segundo em infecções pela covid19, mas temos um antipresidente que marca um churrasco com 30 pessoas no fim de semana. Parte da sociedade foi acometida por um surto de imbecilidade que permanece até hoje, um fanatismo para com um indivíduo que reúne em torno dele tudo o que há de pior”, afirmou, defendendo a união das esquerdas pelo fim do desgoverno Bolsonaro e alertando para o risco de um “autogolpe” de Bolsonaro.