Luizianne representa Câmara em reunião do Fórum de Prefeitos e Prefeitas no Congresso

luizianne_frases4A deputada federal Luizianne Lins participou esta semana, como representante da Câmara dos Deputados, de uma videoconferência realizada pelo Fórum de Prefeitos e Prefeitas no Congresso Nacional. A parlamentar reforçou a urgência de que o governo sancione logo a ampliação do auxílio emergencial para diversas categorias de trabalhadores. Também participaram da reunião o deputada Reginaldo Lopes (MG) e o senador Rogério Carvalho (SE), também do PT.

O Projeto de Lei 873/2020 já foi aprovado pela Câmara e pelo Senado, mas até agora o (des)presidente Bolsonaro ainda não sancionou. Profissionais autônomos de dezenas de categorias estão sem trabalhar e passando necessidade. “Essas pessoas são fundamentais em cidades de serviços, como é o caso de Fortaleza. E, para muita gente que R$ 600 é a diferença entre a vida e a morte”, enfatiza a deputada.

Belchior: abraços e canções

WhatsApp Image 2020-04-30 at 17.43.48Três anos de saudades, muitas histórias contadas e tantas outras que virão.

Abraços e canções, essa era a frase que Belchior gostava de escrever em seus autógrafos, que logo vinha seguida da grafia do seu nome, reconhecida em todo o país: Belchior. Nada mais significativo e representava tanto nosso eterno rapaz latino-americano. Abraços e canções. Abraços de corpos suados, de sensualidade, de beijos molhados, de camaradagem, de atenção, de generosidade com os e as fãs sem nenhuma discriminação. Canções, essa magia fantástica que penetra logo cedo a alma do nosso bardo, quer seja pelas ondas do rádio, pelo som das orquestras, ou no cinema, ode aquele feixe de luz e a fumaça azul faziam a cabeça de um cara do interior. Sim, do sertão, da sua, da minha, da nossa solidão. Aquele em que o guarda examinando o “3×4” da fotografia sorria, estranhando o lugar de onde muitas e muitos de nós saímos, dando ao Brasil nosso trabalho quase escravo, recebendo do Brasil muito menos que o merecido.

O interior ficou pequeno, nosso passarinho urbano já ganhava outros ares, era uma vez um cara do interior. A capital da província e o mar, que deslumbre! Eu vou ficar nessa cidade, não vou voltar para o sertão, o papo, o som dentro das noites. Mas a mente inquieta queria desvendar mais ainda o universo da mente, das pessoas, da solidão dessas nessas capitais. A filosofia, por caminhos sagrados, foi alcançada em um mosteiro, onde dentre outras coisas boas da vida, segundo o nosso próprio bardo, trovador eletrônico, se encontra algumas coisas boas da vida, dentre elas, o vinho, que mata a sede do corpo e da alma. Aquele universo ficou pequeno e a disputa eterna em sua alma, entre o “interior, interior, interior” e o movimento do tráfego, e das multidões sem rostos definidos, era vencida pela segunda. Agora, novos desafios, ser ou não ser, ou seria ter ou não ter?

Eternamente estudante, até parece que foi ontem. O diploma de sofrer de outra universidade, diploma que nunca veio. Vida, vida sua adolescente companheira, para que escola mais profunda, radical e demasiadamente humana? Mesmo assim, a medicina, tempos agitados de movimento estudantil, repressão, mas também loucura, chiclete e som. Logo, logo, mais uma decisão difícil. O violão ou o bisturi? A dúvida durou pouco, as palavras poéticas já esboçadas e de uma força cortante, como uma canção a palo seco, só com a força da voz, como lâmina já se fazia presente, não só no Bar do Anísio ou nos pátios da faculdade de medicina, nas calouradas, programas de auditório, em rádios e TVs da capital cearense ou onde mais pudesse cantar, onde houvesse espaço, tempo e algum modo de dizer não, tão necessário naqueles dias, como nos de hoje.

Com o pessoal, a capital da província já estava pequena para a sua fúria, sons, sonhos e pressa de viver. Cair no Sul, grande cidade, era o desejo, abrir os braços no Corcovado e gritar, na eletricidade daquelas cidades tão pesadas, mas não tanto quanto seu corpo e desejos, aqueles que a cabeça pensa e não que a alma deseja. E disso Newton já sabia. Ganhar o mundo, andar caminho errado, pela simples alegria de ser. Libertar a alma, o corpo e o espírito, coração, cabeça e estômago. Andar na noite, cantar nas noites dos cabarés e, claro, sucesso. O que é isso mesmo? Sucesso, grana e fama, são o meu tesão, entre os bárbaros da feira ser um reles conformista, nenhum supermercado satisfaz meu coração. É a honra, a glória, esta, sim, nos move, esta, sim, nos faz só um pouquinho abaixo dos anjos que Deus criou. Mas vida pisa devagar, morrer jovem, punhal de amor traído, não farei isso só para agradar o público, quero que a minha voz saia no carro e no altofalante. E Saiu.

A voz de Belchior, sua poesia, sua palavra cantada, como gostava de dizer, além da sua voz inigualável, ganhou o mundo em outras vozes. Grandes nomes da nossa música, dentre elas e elas Roberto, Elis, Jair, Jessé, Fagner, Ednardo, Erasmo, Los Hermanos, Engenheiros, Antonio Marcos, Vanusa, Gigliola Cinquetti, Daíra, Osvaldo, Nelson Gonçalves. Foram discos extraordinários, maravilhosos, alucinantes, alucinações musicais, canções atemporais, hinos de várias gerações. Sem querer entrar em uma disputa, mesmo entre seus parceiros de estrada, quem dera fosse um Chico, um Gil, um Caetano. E mesmo não sendo um queridinho da grande mídia, mesmo dos seus cadernos B, nosso rapaz latino seguiu seu caminho. É caminhando que faz o caminho, brincou de viver e nos brindou com uma das obras em língua portuguesa que mergulha no que há de mais radical, profundo da alma humana, seus dramas, prazeres, alegrias e perspectivas. Os caminhos certos ou errados de ontem ou mais recente é o que menos importa. O que realmente importa é que o ontem era jovem e novo hoje é antigo, e precisamos sempre rejuvenescer, pois amar e mudar as coisas, ontem, hoje e sempre deve nos interessar muito, muito mais.

Ainda como uma mina inexplorada, parte da obra de Belchior está aí para ser revisitada, conhecida e interpretada, milhares de vezes, por vários ângulos. Há três anos seu corpo voltou a terra. Sua alma ganhou mais ainda as alturas. Como um passarinho urbano e ao mesmo tempo uma ave do sertão, hoje, Belchior é desenhado, cantado, declamado e sendo reconhecido pelas novas e antigas gerações. Não foi nessa de morrer só para agradar, para se tornar lido e corrido. Gênio, mas não imortal de corpo. Sua alma não, esta se eterniza a cada dia quando sua canção rompe o que parece secreto, misterioso, conformado. Palavras, sons, a alegria de viver, a festa, a manutenção da eternidade da juventude, é o que importa. Abraços e canções, sempre existirão, sendo assim, Belchior também será eterno.

Belchior talvez tenha sido um dos artistas (cantores) que mais fez shows no país. Tinha uma agenda cheia. Não havia lugar ruim para suas apresentações. Clubes grandes e pequenos, casas noturnas, atos do 1º de Maio, no meio da rua. Como canta outro poeta, literalmente sempre esteve onde o povo estava. No entanto, e sem viver se lamentado, nosso rapaz latino, na opinião do missivista de mal traçadas linhas, merecia um maior reconhecimento da província. Um reconhecimento que, durante a gestão Fortaleza Bela, capitaneada pela então prefeita Luizianne Lins, amante e incentivadora da cultura em suas mais variadas manifestações, nosso trovador sempre teve o devido reconhecimento.
Vários aniversários da cidade, festivais de férias, exposições, enfim, nosso grande poeta sempre foi presença marcante na cidade que tanto amava. O sobralense cidadão do mundo, inclusive, se tornou cidadão de Fortaleza. Título outorgado e celebrado com maravilhosas e marcantes comemorações que tiveram amplo apoio da gestão Fortaleza Bela.

Antonio Carlos de Freitas Souza

Professor de Filosofia e livre estudioso da vida e obra de Belchior.

LIVE DA LÔRA |Mais um canal de comunicação em tempos de pandemia

Para ampliar o alcance da sua voz e interagir com o público, Luizianne tem intensificado a sua participação em lives pelas redes sociais. Nesta semana, a deputada conversou com o ex-ministro José Dirceu e com a ex-presidenta Dilma Rousseff.

Na sexta, Luizianne também participou da programação da CUT Ceará pelo 1º de maio, dia da luta das trabalhadoras e trabalhadores. Durante a conversa, a deputada denunciou a estratégia de Bolsonaro de gerar o caos social com o objetivo de obrigar que trabalhadores ocupem as ruas, colocando a própria vida em risco. “O governo solapa o tempo todo a Ciência no Brasil, precarizando universidades pública e o SUS – que, não fosse ele, a crise de saúde estaria bem pior”, comentou.

Com Zé Dirceu, o bate-papo focou temas como a luta contra a disseminação de fake news e pelo restabelecimento da democracia no Brasil. Já com Dilma Rousseff, a conversa permeou temas diversos e atuais, a exemplo da politização da Lava Jato, a farsa do impeachment da ex-presidenta, a forma como Moro ajudou a construir a imagem de Bolsonaro e o machismo presente na política.

Acompanhe, compartilhe e participe pelo Instagram da deputada Luizianne Lins.

Luizianne pede esclarecimentos sobre publicidade irregular de Bolsonaro

A deputada Luizianne Lins (PT/CE) deu entrada a um requerimento de abertura de inquérito civil para apurar irregularidade em discurso veiculado em cadeia nacional e que foge ao interesse público. O requerimento foi dirigido à Procuradoria-Geral da República.

Na justificativa do pedido, Luizianne questiona a utilização de recursos públicos em publicidade institucional veiculada no dia 24 de março de 2020. Conforme explica a deputada, Bolsonaro critica de forma irresponsável a imprensa, cerceando a liberdade de expressão, e emite “opiniões meramente pessoais, que causaram graves transtornos e puseram em risco a população, afrontando o conhecimento cientifico e o interesse público”. WhatsApp Image 2020-04-29 at 11.07.39

A deputada também questiona a postura do presidente em fazer propaganda de medicamento sem qualquer comprovação científica de sua eficácia, além de pedir o fim do confinamento, colidindo frontalmente com as medidas de prevenção e proteção de combate ao COVID19, definidas pela OMS.

Luizianne e parlamentares propõem ampliar prazo de recebimento do auxílio

WhatsApp Image 2020-04-29 at 12.27.50A deputada Luizianne Lins (PT/CE) assina, junto com Gleisi Hoffmann e outros parlamentares, projeto de lei que amplia para doze meses o auxílio emergencial no valor de R$ 600,00 aos trabalhadores que tem direito ao benefício.

Conforme a justificativa, “a Lei 13.982, de 2 de abril de 2020, recentemente sancionada, foi fruto de um amplo esforço do Congresso Nacional no sentido de garantir uma renda emergencial e temporária a toda a população que teve sua existência diária e segurança alimentar” atingidas pela pandemia. Entretanto, estudos indicam que o período de três meses, aprovados pela lei, não será suficiente para suprir as necessidades da população, especialmente devido à provável duração da pandemia.

Nesse sentido, aumentar o prazo de recebimento do auxílio será fundamental para amparar o trabalhador na busca pelo restabelecimento da sua saúde física, mental e financeira.

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