A deputada Luizianne Lins (PT/CE), junto à bancada do PT e de Oposição, ingressou com uma ação criminal no Ministério Público Federal (MPF), no Distrito Federal, na última terça-feira (18), contra a militante bolsonarista Sara Giromini, mais conhecida como Sara Winter. A iniciativa foi motivada após divulgação de informações pessoais da criança vítima de estupro no Espírito Santo.
Na ação, os parlamentares argumentam violação ao direito à privacidade de uma criança e incitação à prática de crime. Além de divulgar em suas redes sociais o nome da menina de 10 anos grávida após ser estuprada pelo tio, Sara Giromini também revelou o endereço do hospital onde ela seria submetida ao aborto legal.
Também assina a ação uma serie de entidades defensoras dos direitos de crianças e adolescentes e organizações feministas.
Conforme a justificativa da peça, “tratam-se de fatos graves, que demonstram que a Representada, mesmo tendo sido recentemente objeto de medidas judiciais constritivas, não detém qualquer receio de continuar delinquindo, o que demonstra seu desapreço pela ordem legal constituída e sua incapacidade de entender o mal provocado pela sua tentativa de agravar o sofrimento da vítima do estupro”.
De acordo com os parlamentares, Sara Winter violou o artigo 286 do Código Penal, que prevê pena de detenção de três a seis meses, ou multa, para a prática de incitação ao crime. Eles ainda apontam que a acusada transgrediu o artigo 17 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que garante o direito à “inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral da criança e do adolescente”, abrangendo, inclusive, “a preservação da imagem e identidade”.
A deputada e pré-candidata à Prefeitura de Fortaleza, Luizianne Lins, dando sequência aos encontros e plenárias para construção do seu Programa de Governo Participativo, realizou na segunda (17/8) e na terça (19/8) as plenárias de mulheres e juventude, respectivamente. “Essas Plenárias são fonte de energia, para que a gente possa construir nosso programa garantindo a participação e a intersetorialidade entre todas as secretarias”, comentou Luizianne.
A primeira reuniu cerca de 130 mulheres que representam movimentos e coletivos, a exemplo do Coletivo de mulheres do PT, Casa Chiquinha Gonzaga; Mulheres do MST, do MAB, da CUT, da CMP, da FETRACE, da Fetamce; Liga Brasileira de Lésbicas; Mulheres de Terreiro, Pastorais Sociais; Mulheres do Ceará com Dilma; Marcha Mundial das Mulheres; Movimento Negro Unificado (MNU); Paratodos; Kizomba; Núcleo Popular e Mulheres da Consulta Popular. Durante a discussão das propostas para a construção do programa de governo do setor, foram debatidos temas como saúde da mulher, geração de emprego e renda, ações específicas para mulheres negras e jovens, dentre outros.
As participantes regataram as iniciativas gestadas nos governos de Luizianne à frente da Prefeitura de Fortaleza e lamentaram o desmonte de políticas importantes pela atual gestão como a de assistência social. A descaracterização do Hospital da Mulher foi outro ponto criticado pelas mulheres presentes. “Não tem nada parecido com o Hospital da Mulher no País, uma estrutura que foi equipada até com UTI neonatal, um dos melhores hospitais de referência pública do Brasil”, disse Luizianne.
Já o encontro de juventude contou com cerca de 30 representantes dos movimentos Kizomba, Paratodos, Enfrente, Núcleo Popular, Levante, LP2, CMP e Multidão. Cucas, Projovem Urbano, Pré-vestibular popular; CredJovem e Praças da Juventude foram algumas ações consideradas estruturantes da política de juventude. O secretário de juventude da gestão de Luizianne, Afonso Tiago, convidado a falar sobre os projetos que esteve à frente, lembrou alguns marcos desse período. “Quando Luizianne assumiu, não existia um órgão gestor de juventude, nem participação social. O orçamento era limitado e não havia conexão de ações entre as secretarias para a área”, diagnosticou Afonso.
Segundo Mariana Lacerda, da executiva municipal do PT, o desafio para o atual momento é pensar políticas públicas na perspectiva dos desafios territoriais e de identidade e gênero, fomentando iniciativas de seguridade e renda, economia criativa e programas de formação.
A deputada federal Luizianne Lins (PT-CE), pré-candidata à Prefeitura de Fortaleza pelo PT, fez duras críticas ao ex-ministro Ciro Gomes durante entrevista no programa Fórum Café, comandado por Plínio Teodoro e Cristina Coghi, na segunda-feira (10). Para ela, o ex-governador do Ceará “nunca foi de esquerda” e não trabalha em prol do coletivo.
As críticas a Ciro surgiram quando a ex-prefeita de Fortaleza comentava sobre a relação com o governador Camilo Santana (PT). “Minha relação pessoal com o Camilo é boa, mas a questão é que ele é mal acompanhado. Ele lá é acompanhado pelos Gomes e um tempo atrás eu rompi com eles. Não tem condição de você ter um aliança com aquele grau de grosseria. Principalmente quanto à forma que ele passou a tratar o Lula e o PT nesse último período”, afirmou. “Os Gomes não têm respeito por ninguém não. Eles não mandaram os petistas pra PQP? Outro dia não tava xingando o Lula de tudo que é jeito?”, completou.
“O Ciro não implica só com o Lula, ele implica com o PT. Ele acha que pode ocupar um vácuo político que não vai ocupar nunca, porque o Ciro nunca foi de esquerda. Quem mora no Ceará sabe disso. Ele passa essa ideia para quem vê de fora com aqueles arroubos, frases prontas, doido para fazer manchete. Pode ser progressista e olhe lá. Quando foi governador do estado não foi grande coisa não. Está muito mais pra uma centro direita”, declarou.
Para a deputada, o ex-ministro “não sabe o que é um coletivo” e destacou as passagens dele por oito partidos “de todos os espectros”. “Eles não tem noção de coletivo. Nem sempre as coisas são do jeito que você quer, muitas cabeças pensam melhor do que uma. Acho que ele tem uma ‘inveja’ da formação coletiva do PT. A gente briga internamente, mas quando sai unificado não tem pra ninguém. O PT não é um partido institucional, é um movimento social”, avaliou.
“Até dentro do PT tinha gente que tinha ilusão com o Ciro. Mas ele ofendeu tanto os petistas e o presidente Lula que hoje ele é persona-non-grata na direção nacional. E se depender de mim continuará sendo”, finalizou.
Oposição
Luizianne comentava sobre às críticas que faz ao governo do estado sobre a questão da segurança pública, mas negou que fará oposição a Santana caso assuma o Paço Municipal. “Ele sabe as críticas que eu tenho à política de segurança pública, eu não nego, mas não vou fazer oposição ao estado porque já vou ter muita gente a me opor. Inclusive o governo Federal, que vai tentar sufocar de todas as formas os governos exitosos do PT no Nordeste”, declarou.
A deputada federal Luizianne Lins participou, recentemente, de um debate na TV PT Brasil sobre mobilidade urbana. Ela destacou que o tema sempre teve prioridade em suas gestões como prefeita de Fortaleza (2005-2012), principalmente no que diz respeito ao transporte público coletivo. “investir no transporte público também representa de forma objetiva é fazer distribuição de renda”, salienta.
Luizianne observou que o conceito de mobilidade urbana é muito mais profundo do que transporte público. “É o direito de ir e vir na cidade, principalmente nas metrópoles, que têm distâncias muito longas, engarrafamentos”. Então, para ela, conectar o sistema de transporte público com o sistema de ciclovias, recuperar as calçadas, e fazer isso tudo em sintonia com as distâncias, é um conceito de mobilidade urbana razoável, com priorização do direito à cidade.
A deputada e pré-candidata do PT à Prefeitura de Fortaleza salientou ainda que Fortaleza é a quarta capital brasileira em população e uma das metrópoles de maior desigualdade social. “Os poucos ricos são muito, muito ricos. É uma base social na pirâmide muito grande. Portanto, aumentar a inclusão dos mais pobres no transporte público é fundamental”.
Foram várias iniciativas, segundo a ex-prefeita, que convergiram para facilitar a mobilidade urbana em Fortaleza e garantir o direito à cidade. A primeira delas foi o congelamento da tarifa de ônibus por 4 anos 4 meses e 25 dias. “Lembrando que entre 1994 e 2004, antes do nosso governo, a tarifa quadriplicou, de R$ 0,40 para R$ 1,60, quando assumimos”.
Durante oito anos, houve apenas dois aumentos na tarifa de ônibus. Um em 2005, de R$ 1,60 para R$ 1,80; e depois para R$ 2, aumento de 25%, percentual bem inferior, menos da metade da inflação em oito anos, 55%. “Isso não foi fácil. Quando mantivemos o congelamento, tínhamos a menor tarifa de ônibus das capitais em sistema integrado”, acrescentou.
Para a deputada, essa política representou, na prática, uma transferência indireta de renda para os usuários de transporte público, a maioria trabalhadores e trabalhadoras, e consequentemente suas famílias.
Sua gestão também criou a Tarifa Social. O valor que era de R$ 1,60 ficava aos domingos em R$ 1. Fortaleza também era a única capital onde a meia era ilimitada para estudantes das redes pública e privada, que pagavam aos domingos R$ 0,50. Ao final da gestão, a Tarifa Social já atendia mais R$ 630 mil aos domingos, aumentando em 80% o número de usuários nesse dia.
Luizianne também implantou a gratuidade das pessoas com deficiência no transporte público, distribuindo mais de 12 mil cartões que davam direito a viagem gratuita, incluindo o acompanhante em 72% dos casos.
Havia também a Hora Social, para pessoas que tinham horários mais flexíveis para usar o transporte. A pessoa pagava mais barato de segunda a sábado das 9h às 10h e das 15h às 16h. O objetivo era incentivar viagens fora do horário de pico.
“Aumentamos a demanda de passageiros em 20% em Fortaleza. Ou seja, era uma parte da população que estava alijada do transporte público, sem mobilidade urbana, porque não tinha condição de pagar”, ressaltou a deputado, destacando ainda a criação do sistema de integração temporal, com possibilidade de se pegar mais de um ônibus no espaço de duas horas sem passar pelos terminais de integração.
A frota foi renovada com mais de 1.200 veículos novos, possibilitando mais conforto, redução da poluição e equipamentos de acessibilidade. Outro destaque é que Fortaleza tinha apenas oito ônibus, em 2004, para cadeirantes. No fim de sua gestão, havia 739 ônibus para cadeirantes e 97 vans.
Luizianne enfatizou que já está fazendo as contas para que, em um possível nova gestão do PT em Fortaleza sob seu comando, seja possível começar o processo de aplicação de tarifa zero. “Queremos fazer o que há de mais moderno e melhor na mobilidade urbana, precisamos avançar”.
A deputada federal e pré-candidata pelo Partido dos Trabalhadores (PT) à Prefeitura de Fortaleza, Luizianne Lins, realizou nesta quinta-feira (13/08) o segundo Encontro do Programa de Governo Popular e Participativo para a capital cearense.
Com o tema Educação, a atividade virtual contou com a participação da deputada federal pelo PT/MG e ex-reitora da Universidade Federal de Juiz de Fora, Margarida Salomão, e do deputado estadual e ex-secretário de Educação na gestão de Luizianne Lins na Prefeitura de Fortaleza, Elmano Freitas. O vereador Guilherme Sampaio mediou o debate.
Luizianne realizou um resgate histórico das suas duas gestões à frente da Prefeitura de Fortaleza, lembrando de diversos avanços e conquistas, como a estruturação da educação infantil, com a reabertura das creches que estavam fechadas; escola em tempo integral para 10 mil crianças; valorização dos profissionais do magistério com incorporação dos aditivos; concurso público; merenda de qualidade; transporte escolar e fardamento completo. “Entre 2005 e 2011, chegamos a 900 salas de aula e 287 escolas reformadas, além de 89 novas escolas construídas e 68 novas bibliotecas. Ou seja, criamos uma escola a cada mês de governo”, lembrou.
O ex-secretário de Educação e deputado estadual, Elmano Freitas, lamentou o desmonte de algumas ações de educação na cidade de Fortaleza pela atual gestão. “Nós sabemos como o transporte é inclusivo, portanto não ter um transporte escolar de qualidade na nossa rede é inaceitável”, disse.
Elmano apontou como desafios, hoje, para a gestão de educação, a construção de mais creches patrimoniais. “Atualmente, 40% da rede infantil de fortaleza é terceirizada”, disse. Valorização do piso de professores, capacitação profissional e inclusão digital também foram desafios citados pelo deputado.
Já a deputada federal Margarida Salomão reforçou a necessidade de fortalecer a educação infantil com a abertura de creches. “Nós não temos metade das crianças de zero a três anos em creche no Brasil. O aproveitamento nas universidades começa com o aproveitamento das crianças nas creches e escolinhas”, explicou.
Durante o encontro, houve ainda a participação de representantes da área da educação em Fortaleza. A atividade foi transmitida pelas redes sociais da deputada @luiziannelinsPT: Youtube, Facebook e Instagram.
Sugestões para o programa de governo podem ser feitas pelos cidadãos e cidadãs de Fortaleza pelo formulário disponível nas redes sociais.