“Bolsonaro se expôs ao coronavírus e agora faz propaganda de medicamento sem base científica”, afirma Luizianne

A deputada Luizianne Lins (PT-CE) afirmou durante pronunciamento na sessão remota da Câmara, no último dia 08/07 que Jair Bolsonaro contraiu a Covid-19 porque quis. Segundo a parlamentar, isso ficou evidenciado em várias aparições públicas nas quais Bolsonaro ignorou as recomendações de autoridades de saúde para a prevenção da doença. A deputada também lamentou que, mesmo após ser infectado, Bolsonaro continue a desprezar orientações médicas, como no caso do recente vídeo onde ele indica o uso e ainda toma um comprimido de hidroxicloroquina, medicamento sem eficácia científica comprovada.

“Como militante de direitos humanos, quero dizer que toda vida importa e não vou desejar mal ao presidente da República, mas ele quis isso. Ele se expunha todos os dias, ele e mais o seu entorno todinho, assessores, dando mau exemplo para a população brasileira, andando sem máscara. Ele estava provocando isso”, afirmou Luizianne.

A parlamentar disse ainda que se preocupa com a possiblidade de o presidente se utilizar da doença para tentar comprovar teorias fantasiosas já difundidas por ele, ainda que não tenham respaldo da medicina e nem comprovação da ciência.

Gripezinha

“Eu não sei se a doença veio para ele dizer que ela é uma ‘gripezinha’ e que ele passou por ela tranquilamente. Foi uma cena ridícula e chocante ver um presidente fazendo todas as honras para tomar um comprimido de hidroxicloroquina, como se estivesse tomando um comprimido de Sonrisal, de Dorflex, um remédio qualquer”, lamentou a petista.

Ainda sobre este fato, a deputada Luizianne Lins acusou o presidente de fazer propaganda do medicamento para ajudar a desovar o estoque de hidroxicloroquina produzido pelo laboratório do Exército, por ordem do próprio Bolsonaro. “Ele fez o Exército produzir hidroxicloroquina, e não sabe o que fazer com ela. Ele quis ser médico”, acusou.

Segundo informações do próprio Ministério da Defesa, o estoque de hidroxicloroquina nos laboratórios do Exército chegam a 1,8 milhão de comprimidos. O número é 18 vezes a produção anual do medicamento nos anos anteriores. Sem eficácia científica comprovada para a Covid-19, a hidroxicloroquina é indicada para o tratamento da malária.

O Ministério Público que atua junto ao Tribunal de Contas da União (TCU), já investiga o valor gasto para ampliar a produção do medicamento. O subprocurador-geral do Ministério Público junto ao TCU, Lucas Furtado, pediu que o presidente Jair Bolsonaro seja responsabilizado pela determinação de aumentar – sem justificativa sanitária ou científica – a produção do medicamento. A deputada Luizianne Lins disse ainda que o mau exemplo de Bolsonaro ao tomar a cloroquina pode causar sérios problemas de saúde, inclusive a morte, para pessoas que vierem a imitá-lo.

“Ele (Bolsonaro) não sabe que esse medicamento tem que ser utilizado com outros medicamentos. A hidroxicloroquina tem que ser utilizada — segundo inclusive o Dr.Kalil do Sírio-Libanês — com anticoagulante, com corticoide, e — outra coisa — se a pessoa tiver condições de aceitar a hidroxicloroquina, porque ela dá arritmia. Quantas pessoas já morreram de arritmia cardíaca em função da utilização indevida de medicamento?”, questionou a petista.

Segundo notícias da imprensa, depois que começou a tomar comprimidos de hidroxicloroquina o presidente Jair Bolsonaro passou a realizar dois eletrocardiogramas por dia, para monitorar os batimentos cardíacos.

Héber Carvalho/ PT na Câmara

 

Luizianne denuncia que seis milhões ainda aguardam análise para primeira parcela do auxílio emergencial

A deputada federal Luizianne Lins (PT/CE) ocupou a tribuna virtual da Câmara na quarta (8/7) para lamentar as quase 68 mil mortes em virtude da Covid-19. A deputada condenou o ato irresponsável de Bolsonaro, que agora assume o papel de garoto-propaganda da hidroxicloroquina, cujo uso tem sido reprovado por autoridades em saúde devido à falta de comprovação da sua eficácia.

Luizianne denunciou ainda que seis milhões de pessoas que deveriam receber o auxílio emergencial estão ainda com o cadastro em análise para a primeira parcela. Ela também lembrou as categorias vetadas por Bolsonaro na lei de ampliação do benefício, a exemplo de manicure, entregadores de aplicativos, agentes de turismo, pescadores, taxistas.
#ForaBolsonaro

NOTA AO POVO DE FORTALEZA

WhatsApp Image 2020-07-05 at 18.17.03O diretório do Partido dos Trabalhadores (PT) de Fortaleza definiu neste domingo, 05/07 por aclamação, o nome da deputada federal Luizianne Lins como pré-candidata à Prefeitura de Fortaleza nas eleições de 2020.
A próxima gestão municipal de Fortaleza vai se defrontar com uma crise econômica aprofundada pela pandemia. Uma crise profunda, devastadora para setores inteiros da economia, que terão seu funcionamento futuro condicionado à evolução de soluções para a prevenção ao Covid19. A queda geral da renda, seja em função do desemprego, seja pela precarização das condições e dos direitos do trabalho, já está sendo brutal. E, no caso de Fortaleza, uma cidade sustentada economicamente pelo comércio e pelo setor de serviços em geral, a realidade tende a ser mais dura ainda.
Esse quadro de tragédia social, em que se combinam crise sanitária e políticas ultraneoliberais de desprezo à vida, destruição de direitos e desmonte de redes de proteção social, vai exigir que a próxima gestão municipal seja marcada pela solidariedade, com um conjunto vigoroso de políticas de assistência social e de geração de emprego e renda. Políticas essas, que terão de ser necessariamente massivas. Que poderão e deverão se desdobrar também para públicos específicos como mulheres, jovens, negros e LGBTs.
Outro grande desafio é pôr um freio à violência que amedronta e mata a juventude das nossas periferias e gera intranquilidade às suas famílias. O desafio aqui é o de formular políticas estruturadas no respeito aos direitos humanos – onde arte, cultura, esporte e lazer tenham um papel de destaque e que confrontem e rompam com o “populismo policial” que alimenta o bolsonarismo e o neofascismo brasileiro.
Saúde, educação, moradia popular, certamente contam na ordem do dia como alguns dos maiores desafios. Na saúde se impõe a necessidade de recuperar políticas importantes que foram negligenciadas pela atual gestão, como é o caso, exemplo, dos PSFs.
No campo da Moradia Popular vamos lidar com a inexistência hoje de qualquer política federal voltada para o atendimento da população de mais baixa renda. A educação, para além dos seus desafios históricos de melhoria de qualidade e de retrocessos, temos a possibilidade de, a partir da rede municipal, dialogar com grande parte da população mais pobre da cidade.
Na área do transporte há um problema sério de sustentabilidade de um sistema hoje financiado exclusivamente com os valores arrecadados com a venda de passagens. Algumas cidades estão subsidiando os valores das tarifas para reduzi-las e/ou ampliar os beneficiários de gratuidades. Desempregados, por exemplo, poderiam ser objeto de políticas como essas.
A participação popular deve ser o eixo estruturador de nosso programa de governo. A garantia de que nossas políticas sejam decididas conjuntamente entre população e governo servirá também como importante reforço à construção de uma cidade ecologicamente sustentável.
Numa época em que a barbárie nos ronda. Em que o ódio, a intolerância e o desprezo à vida se tornou natural para muitos, não será fácil dar conta desse conjunto de desafios. Mas nos move um sentido de responsabilidade com a luta pela vida. E não apenas a vida como sinônimo de sobrevivência sofrida e doída. Mas vida plena para o presente e para o futuro de nossa cidade, de nosso país e do planeta.

Diretório Municipal do PT de Fortaleza

Lei Aldir Blanc: Luizianne cobra implementação imediata

🚩📽 Luizianne Lins (PT/CE) ocupou o plenário virtual da Câmara, no último dia 30, para reforçar a necessidade de implementação imediata da Lei Aldir Blanc.

A lei foi sancionada após mobilização de parlamentares, artistas e representantes da cultura pelo despresidente Jair Bolsonaro, na segunda-feira (29/06). Aprovada na câmara no dia 26/05, a Lei de emergência cultural, de autoria da Deputada Benedita da Silva (PT/RJ), com substitutivo da Deputada Federal Jandira Feghali (PCdoB/RJ), recebeu o nome de Lei Aldir Blanc, justa homenagem ao compositor e sambista carioca que faleceu em decorrência da Covid-19.

A lei estabelece investimentos de R$ 3 bilhões para cultura, destinados:
– Pagamento de uma renda emergencial aos trabalhadores da cultura em três parcelas de R$ 600
– Subsídio mensal para manutenção de micro e pequenas empresas e demais organizações comunitárias culturais e também de espaços artísticos que tiveram que paralisar as atividades por causa da pandemia;
– Realização de ações de incentivo à produção cultural, como a realização de cursos, editais, prêmios.

#PagaLogoBolsonaro

 

Luizianne Lins: Orgulho LGBTI+ é resistência

A deputada federal Luizianne Lins fez durante todo mês de junho ações de apoio em suas redes sociais pelo Orgulho LGBTI+, comemorado no dia 28/06. Foram elencadas e relembradas iniciativas voltadas para a defesa dos direitos das pessoas LGBTI em toda a sua trajetória, desde vereadora, passando por deputada estadual, prefeita de Fortaleza e agora em mandato na Câmara Federal.

“No Brasil, país que lidera triste ranking mundial de violência contra homossexuais e transexuais, Dia do Orgulho LGBTI+ é sobretudo símbolo de e resistência, defesa da liberdade e dos direitos. Orgulho de quem se é!”, afirma Luizianne.