A deputada federal Luizianne Lins (PT/CE) participou nesta quinta-feira, 09/06, do videocast Mulheres de Luta, conduzido pela vereadora de Fortaleza Larissa Gaspar (PT). Luizianne contou sobre sua trajetória de vida, profissional e política, e, em especial, sobre os desafios que as mulheres que estão na política institucional seguem enfrentando no Brasil.
“Nós sempre tivemos muito mais dificuldades do que homens para estar na vida política. Porque continuamos carregando atribuições impostas pelo patriarcalismo e, por isso, acabamos nos cobrando demais. Para nós, separar a esfera pública da vida privada é difícil, temos filhos e muita responsabilidade com o mundo. Então, é uma carga enorme, não é brincadeira”, afirmou Luizianne.
A deputada federal Luizianne Lins (PT/CE) assinou coautoria do Projeto de Decreto Legislativo (PDL) nº 213/2022, da deputada Natália Bonavides (PT/RN), que susta os efeitos da Resolução CPPI nº 240, de 02 de junho de 2022, do desgoverno Bolsonaro, que dispõe sobre a qualificação da Petróleo Brasileiro S.A – Petrobras no âmbito do Programa de Parcerias de Investimentos da Presidência da República. O objetivo é “coordenar estudos e ações necessários para a avaliação da desestatização da empresa”.
A justificativa do PDL explica que a Resolução CPPI nº 240 representa a decisão formal do Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (CPPI) de recomendar ao presidente da República a inclusão da Petrobras no pacote de futuras privatizações. Também está prevista a criação de um comitê com membros do Ministério de Minas e Energia e do Ministério da Economia para propor o conteúdo do projeto de lei a ser enviado pelo governo ao Congresso para permitir a venda da Petrobras. “Na prática, é o primeiro passo do governo Bolsonaro para realizar a privatização da maior empresa pública do país, mais um verdadeiro crime lesa-pátria”.
A Petrobras, de acordo com o PDL, foi criada para atender ao interesse coletivo, como a segurança nacional e o bem-estar da sociedade, tendo em vista o aspecto estratégico do petróleo e dos combustíveis para a economia e o desenvolvimento de qualquer nação. Não são objetivos primários da Petrobras a geração de lucros e distribuição de dividendos, o que a coloca em evidente conflito com os interesses do mercado de capitais. Bolsonaro, no entanto, encara essa riqueza como um projeto neocolonial, beneficiando somente a cobiça internacional, e enriquecendo uns poucos privilegiados.
“Nesse sentido, não há dúvidas de que a presente Resolução é nociva ao interesse nacional, uma vez que tem por objetivo iniciar o processo de privatização da Petrobras, da redução da nossa capacidade de produção de derivados e da entrega das reservas de petróleo e gás natural do pré-sal brasileiro para empresas privadas internacionais, em um momento em que as perspectivas de produção nesses campos tendem a aumentar significativamente nos próximos anos, o que fere gravemente a nossa soberania”, enfatiza o PDL subscrito por Luizianne.
A deputada federal Luizianne Lins (PT/CE) subscreveu o Projeto de Lei (PL) nº 1501/2022, de autoria da deputada Natália Bonavides (PT/RN), que dispõe sobre procedimentos de análise, decretação e efetivação de medidas judiciais, extrajudiciais ou administrativas que acarretem desocupação ou remoção forçada coletiva em imóvel privado ou público, urbano ou rural, a serem observados após 30 de junho de 2022, e altera a Lei nº 13.465, de 11 de julho de 2017.
Pelo PL, a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios deverão implementar programas visando a assegurar o direito à moradia adequada às pessoas alcançadas pelas medidas de suspensão de desocupações e remoções forçadas em decorrência da Lei nº 14.216, de 07 de outubro de 2021, da ADPF nº 828 e de outras decisões judiciais, priorizando a permanência das populações nos locais em que estão estabelecidas, adotando providências para a regularização de sua situação jurídica no local e garantindo o acesso a todos os serviços essenciais.
A justificativa enfatiza ainda que a Lei nº 14.216/2021, que suspendeu o cumprimento de medidas judiciais, extrajudiciais ou administrativas que resultassem em desocupação ou remoção forçada coletiva, em imóvel privado ou público, exclusivamente urbano, teve seus efeitos prorrogados pelo Supremo Tribunal Federal até o dia 30 de junho de 2022.
O referido PL é uma medida que se impõe para evitar que a crise social e econômica no Brasil, superagravada no desgoverno Bolsonaro, se aprofunde ainda mais, com aumento de pessoas desalojadas e com seus direitos violados. “A Constituição Federal determina que o Congresso Nacional deve zelar pelos direitos do povo brasileiro, destacando a necessidade da mesma ser discutida nas Comissões de Direitos Humanos e Minorias; de Desenvolvimento Urbano; de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; de Seguridade Social e Família; dos Direitos da Pessoa Idosa; dos Direitos das Pessoas com Deficiência etc”, afirma o texto do PL.
Estreou na última quarta-feira, 01/06, o novo programa da deputada federal Luizianne Lins (PT/CE) no seu canal no YouTube: Balanço na Rede. A proposta é ser um programa bem cearense e leve, falando um bom “cearencês”, como afirmou Luizianne no início do programa. O tema desta semana, nos dias 01, 02 e 03/06, sempre às 11h, foi “Viver é melhor que postar”, parafraseando a música de Belchior: “Viver é melhor que sonhar”.
Leonardo Goldberg
Para a deputada, o Balanço na Rede é um programa sobre a vida. “Vamos falar sobre tudo, sobre a vida. A vida é tudo, ninguém pode compartimentá-la”. E lançou a pergunta para espectadores: “Viver é melhor que postar? Postar é viver? Viver é postar?”. Na estreia, foram convidados: o psicanalista e doutor em Psicologia Leonardo Goldberg, autor do livro “O sujeito na era digital: ensaio sobre psicanálise, pandemia e história” (Almedina, 2021); e a artista musical, cantora Vannick Belchior, filha do compositor e cantor cearense Antônio Carlos Belchior, de quem Luizianne é fã.
Luizianne enfatizou que a vida tem que ser vivida da forma mais intensa que as possam vivê-la, que queiram viver. Ainda que, não fosse a tecnologia, o isolamento na pandemia dos últimos dois anos teria sido muito maior. “Mas, por outro lado, não adianta postar o que não se vive, fazer todo um esforço para fazer parecer uma situação em que você não está, ou parecer feliz num momento em que você não está feliz. Ou seja, muitas pessoas fizeram das redes sociais uma máscara. E temos que ter muito cuidado porque essa máscara pode estar camuflando a própria vida. E a vida precisa ser intensamente vivida”, assinala, acrescentando que é necessário postar, mas postar a realidade. “É isto que a gente quer: cada vez mais verdade, mesmo na era digital, mesmo com as novas tecnologias”.
A parlamentar e ex-prefeita de Fortaleza destacou ainda que o Balanço na Rede também contará com conversas sobre a conjuntura política, pois, segundo ela, 2022 vai ser um ano eleitoral muito desafiador. “Estamos vivendo um momento de muitas trevas no Brasil e, no Balanço na Rede, nós vamos tentar trazer luz, jogar bastante luz sobre as coisas boas. Discutir também os problemas pelos quais o nosso país passa”.
Ao ser provocado por Luizianne sobre o fato da pandemia atual teve um diferencial fundamental que são as conexões digitais – “em outras pandemias nós não tínhamos a potência das novas tecnologias, uma avalanche de redes e plataformas digitais” – Goldberg comentou que a postagem é um clique, um enquadramento, como a fotografia, que congela o tempo. O problema, na sua avaliação, é ficar fixado só na postagem. “Hoje, é muito difícil em diferenciar a postagem da vida, ainda mais em tempos de pandemia. Tivemos uma aceleração do tempo em relação à tecnologia”, disse.
Em seus estudos, ele estabeleceu três categorias de quem lida com a tecnologia: alguns ficam muito pessimistas, que a tecnologia traz uma queda, até um pecado; alguns muito otimista, sem nenhuma pré-reflexão; e uma terceira categoria de viver e pensar a tecnologia como algo que não contém uma moral imanente, ela tem um mau uso e um bom uso. “Nenhuma pandemia se compara com a que tivemos agora, apesar da história ser uma história de pandemias. O diferencial da atual é a tecnologia”, complementou
Luizianne ressaltou ainda que o paradigma da atualidade foi e ainda é a Internet, que se popularizou em meados dos anos 1990. “A primeira experiência do Youtube foi em 2005. Então, é muito recente e não imaginamos viver sem Youtube hoje em dia. E daí se multiplicam os aplicativos, redes, os filtros. O excesso de filtros, por exemplo, pode ter por trás uma insegurança de como você encara o mundo e de que como este encara você”, afirmou.
A parlamentar informou que seu mandato está apresentando um PL na Câmara para que as escolas tenham uma disciplina obrigatória de leitura crítica das redes sociais e das mídias digitais, para que as pessoas entendam o que estar por trás e possam usar da melhor forma. Porque tem muita coisa boa, mas também tem muita coisa ruim. “Também não podemos ter uma dependência. Percebemos em especial nos nascidos na era digital que há muita ansiedade acarretado pela participação em uma multiplicidade de redes disponíveis”, disse.
Como uma homenagem a Belchior, Luizianne convidou também para estreia do seus programa a filha do cantor e compositor cearense, a cantora Vannick Belchior. Ela rememorou um dos aniversários de Fortaleza, na gestão de Luizianne prefeita, em 2007, quando Belchior, seu pai, fez um grande show. “Eu estava no camarim com ele e eu comecei a entender, ainda criança, que eu teria boa parte da minha vida na música. Meu pai pediu pra eu cantar pra ele, foi lindo”, contou. A deputada firmou que tem muito orgulho de dizer que aquele foi o último grande show de Belchior com presença de grande público. Depois, ele fez pequenos shows, mas já estava mais recluso. “Foi muito emocionante”.
Para Vannick, de fato, e com certeza. viver é melhor que postar. “Muito embora, hoje, sejamos um pouco reféns das redes sociais e das tecnologias porque elas são uma faca de dois gumes: elas aproximam quem está distante, auxiliam no conhecimento. Para quem tem acesso, é absolutamente formidável, ainda que, muitas vezes, ela nos tire do momento presente, que se a gente estive realmente vivendo seria muito melhor do que expor para as outras pessoas. Ainda sou à moda antiga, gosto de viver, de sentir de verdade”, enfatizou a cantora, que cantou ao vivo “Como os nossos pais”, para encerrar a estreia do Balanço na Rede.
Assista aqui o programa de estreia na íntegra. Se ainda não inscrito, inscreva-se no canal @luiziannelinsPT e ative o sininho para receber todas as notificações:
O Balanço na Rede, novo programa da deputada Luizianne Lins (PT/CE) no YouTube, teve seu segundo dia, 02/06, continuando a temática “Viver é melhor que postar”. “Nós estamos cutucando, aperreando o juízo de vocês, como se diz em bom ‘cearencês’, para que a gente tenha uma reflexão sobre vários pontos de vista em relação à questão da vida real, da vida vivida, como se diz na semiótica, e as postagens, ou seja, o universo digital. Entendendo que o digital já está na nossa vida, mas que a gente precisa cada vez mais refletir sobre isso para que a nossa vida não seja controlada pela tecnologia”, afirma.
Léo Suricate
Para a parlamentar, a tecnologia tem que ser usada em nosso favor, para que sejamos mais felizes, melhores como pessoas, para semear o universo de coisa boa, de esperança. “Então, se a tecnologia puder nos ajudar nisso, ela será muito bem vinda. Se for para nos escravizar e nos tornar menos do que nós podemos, aí a gente precisa ficar ligado, questionar, principalmente a juventude, os nascidos na Era Digital, sob a égide da Internet pairando sobre as suas vidas. É preciso equilibrar a vida digital com a vida real porque se não ficaremos consumidos somente pelo mundo das aparências, nos distanciando da realidade”.
O convidado do segundo dia foi Léo Suricate (Leonardo de Sousa), artista, produtor cultural, um dos criadores do canal Suricate Seboso na Internet e militante do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) em Fortaleza. Também é criador dos projetos Vetinflix e Casa d´uz Vetin. Léo comentou sobre a evolução das juventudes da era da TV para a das mídias digitais, a partir de 2008/2009, principalmente. Também relatou sua atuação da militância do MTST e sua “difusa” atuação no mundo das mídias digitais.
Ainda assim, para Léo, com certeza, viver é melhor que postar. “Mas postar é importante porque precisamos disputar espaço. A gente tem que postar o que a gente vive. Entre o viver e o postar é preciso encontrar o meio do caminho porque temos que mostrar o que estamos vivendo”. Ele ressaltou o fato que de que a maioria das/os seguidores/as das páginas do Suricate Seboso na Internet são mulheres (68%) acima de 24 anos, muitas delas já mães. “Isso acontece porque nos comunicamos de uma forma até familiar com as pessoas, com o cuidado de não ser um humor depreciativo com alguém, com algum gênero, classe, sexualidade. Nosso jeito é pegar o melhor do povo, o jeito mesmo do povo ser”.
Neste sexta-feira, 03/06, o Balanço na Rede recebeu o ator-dançarino, músico, brincante e professor Antônio Nóbrega. Luizianne relembrou que, em 2008, quando era prefeita de Fortaleza, o multiartista pernambucano foi convidado para fechar o Carnaval de rua da capital cearense juntamente os maracatus, realizado pela gestão Fortaleza Bela.
Antônio Nóbrega
Nóbrega, que está fazendo 50 anos de carreira, que iniciou com a parceria com o escritor e dramaturgo pernambucano Ariano Suassuna e o Movimento Armorial, nos anos 1970, fez um apanhado de sua história nas artes e, em especial, na cultura popular brasileira. Com formação inicial erudita – ele começou a tocar violino com oito anos de idade –, ele defende que não haja mais uma separação entre arte erudita e popular. “Nós temos que falar de uma arte, de uma cultura brasileira, criando um Brasil mais unido. É preciso dar a devida importância à representatividade da arte popular em nossa cultura.”.
Quanto ao seu posicionamento sobre a temática “Viver é melhor que postar”, Nóbrega afirma que é necessário equilibrar a vida real com o virtual. “Aos 70 anos, eu busco ver as coisas em equilíbrio. Temos a tendência a demonizar certas coisas, mas apenas o excesso deve ser evitado em detrimento do que não pode ser abafado. Não podemos nos deixar ser escravizados, ficarmos tensos, ansiosos demais. Eu tenho procurado me situar de forma equilibrada em relação às novas mídias, o que nem sempre é possível. Não podemos, é claro, negar os benefícios das novas tecnologias. Eu não sou um ignorante sobre o tema, mas também não sou um expert”.
Nóbrega também manifestou sua tristeza com os rumos que a cultura brasileira está levando no desgoverno Bolsonaro, que ele chama de “bruto” e “violento”, um cenário de completa destruição, na sua avaliação. Luizianne afirmou que juntamente com Bancada do PT está lutando na Câmara para derrubar os vetos de Bolsonaro às Leis Paulo Gustavo e Aldir Blanc 2, que destinará recursos aos/às trabalhadores da cultura ainda duramente afetados/as pela pandemia do coronavírus. “Quando falamos de Antônio Nóbrega, estamos também prestando nossa total solidariedade a quem faz cultura no Brasil, que está sendo destruída, inclusive com a extinção do Ministério da Cultura, pelo desgoverno das trevas de Bolsonaro”, assinalou.
Assista aqui o segundo e terceiro programas Balanço na Rede na íntegra. Se ainda não inscrito, inscreva-se no canal @luiziannelinsPT e ative o sininho para receber todas as notificações: