Apenas 10 dias depois de ter sido aprovada primeiro pela Câmara dos Deputados e, depois, pelo Senado, o desgoverno Bolsonaro começou a cadastrar as pessoas que podem receber a renda básica emergencial em meio à pandemia do covid-19. Pessoas de baixa renda (inscritos no Cadastro Único), trabalhadores informais, autônomos e microempreendedores individuais (MEI) terão direito a três parcelas de R$ 600, podendo chegar R$ 1.200 por família.
“Mesmo contra a vontade do desgoverno, que só queria dar R$ 200, a proposta da oposição foi aprovada, uma vitória do povo”, assinala a deputada federal Luizianne Lins (PT/CE). Ela destaca po recorte que garante R$ 1.200 para as mulheres que criam seus filhos sozinhas.
Para quem já fez o cadastro e foi aprovado (em www.auxilio.caixa.gov.br ou pelo app “Auxílio Emergencial” o pagamento do auxílio começou a ser feito no último dia 09/04, com os inscritos no Cadastro Único que têm conta poupança na Caixa ou conta corrente no Banco do Brasil.
No próximo dia 14/04 começaram a ser pagos os inscritos no Cadastro Único que não recebem Bolsa Família e não têm conta na Caixa ou Banco do Brasil. Também no dia 14 começa o pagamento dos microempreendedores individuais (MEI) contribuintes individuais do INSS e informais inscritos pelo aplicativo.
Fique atento/a às regras para cadastramento e nas datas de pagamento!
O Manifesto Unificado da Esquerda, que pede a saída do presidente Jair Bolsonaro e apresenta medidas emergências para enfrentar o covid-19, também foi lançado em plataforma online para que todos as/os brasileiras/os possam assinar. Além disso, está sendo realizada campanha permanente nas redes sociais.
O baixo crescimento das economias no mundo, o avanço da financeirização, com disseminação de paraísos fiscais, o desemprego e o subemprego elevados, a pobreza e a miséria ainda persistentes, a alta concentração de renda, as constantes ameaças sanitárias e a fome traduzem bem os modelos neoliberais adotados pela maioria dos estados-nações no mundo, refletido na redução das políticas sociais e na supremacia do mercado.
A deputada federal Luizianne Lins (PT/CE) apresentou quatro emendas à Medida Provisória de Jair Bolsonaro (MP 927) que reduz a proteção aos trabalhadores durante a pandemia de COVID-19. As emendas garantem direitos ao trabalhador em casos de infecção pelo vírus; restabelecem as regras para acordos e convenções coletivos vencidos, para proteger o trabalhador; e institui o teletrabalho.
Com o isolamento social, diversas cidades do Brasil têm registrado aumento de casos de violência doméstica. A mulher que sofrer algum tipo de agressão em casa deve denunciar e receber orientações pelo 180. O serviço funciona 24h e mantém o anonimato da vítima. A deputada Luizianne Lins assinala que vizinhos e pessoas próximas às vítimas também devem ajudar e denunciar. “Se você souber de algum caso de agressão, não compactue, denuncie”, afirma.