Diante do agravamento da pandemia do Covid-19 no Brasil e dos últimos pronunciamentos irresponsáveis e criminosos de Jair Bolsonaro, a deputada federal Luizianne Lins tem intensificado o alerta para os riscos que o país corre caso não se adotem medidas de proteção ao trabalhador e a pessoas vulneráveis. “O atual (des)governo tem adotado medidas criminosas nesse momento de pandemia como propor redução de salário e estimular o fim do isolamento. Bolsonaro é mais nocivo para o país do que qualquer vírus”, afirma.
Autor: Luizianne Lins
Apostar na prevenção e defender o SUS são sempre as melhores opções
A deputada federal Luizianne Lins destaca a importância da prevenção e de defender o SUS em tempos de pandemia. Em suas redes sociais, ela tem dado dicas sobre como se prevenir e proteger os mais vulneráveis: lavar as mãos, ficar em casa, estar atento às notícias, evitar aglomerações e ambientes fechados. Além disso, a defesa da saúde pública, do SUS, das universidades e outras instituições públicas é sempre enfatizada. Luizianne também ressalta suas emendas para a saúde do Ceará, aprovadas em 2019, totalizando R$ 15,4 milhões, que poderão ser usados no combate ao COVID-19.
(Des)governo Bolsonaro subestima pandemia
A pandemia vem se agravando no Brasil e o (des)governo Bolsonaro pouca coisa está fazendo para enfrentar o COVID-19. Ao invés de tomar medidas imediatamente, passou dias subestimando a pandemia e dizendo que era fantasia e sensacionalismo midiático. No último dia 15/03, ainda em quarentena após ter chegado de viagem aos Estados Unidos, Jair Bolsonaro compareceu a manifestações, aonde abraçou milhares de pessoas, apertou mãos, pegou em celulares para tirar fotos.
Para a deputada federal Luizianne Lins, o (des)governo deveria descongelar imediatamente os recursos para a Saúde represados pela Emenda Constitucional 95. Pessoas pobres e vulneráveis estão desamparadas e se nada for feito eles serão as principais vítimas no final deste processo. O governo apenas adiantou recursos que já são dos próprios trabalhadores e não planejou ações específicas para os informais e os desempregados. O PT Brasil fez as contas e serão investidos míseros R$ 2 por pessoa.
Fake news são obstáculos ao enfrentamento da pandemia
A deputada federal Luizianne Lins alerta para a disseminação em massa de fake news em relação ao COVID-19. Em suas redes sociais, ela e sua equipe têm alertado regularmente as pessoas sobre os prejuízos que as notícias falsas acarretam para os trabalhos de prevenção e combate à doença. A principal orientação neste sentido é se informar sempre por fontes confiáveis da área de saúde. “A consciência da população e a garra dos profissionais de saúde são nossa inspiração neste momento. Orientei minha equipe do mandato parlamentar a fazer ações de informação, sobretudo para combater as Fake News sobre o tema”, afirma a deputada.
Artigo – Bolsonaro e o coronavírus: só Jesus e o povo na causa
“Não estamos falando de uma crise qualquer. Não é uma “gripezinha”, como disse o irresponsável presidente”, aponta em artigo a deputada federal Luizianne Lins (PT/CE)
Por si só, o desafio da pandemia do Coronavírus já seria imenso para qualquer um que estivesse à frente do governo. Mas dá para imaginar nosso drama quando se tem à frente do país um idiota, louco e incompetente, cercado por outros idiotas, loucos e incompetentes? Aí, amigas e amigos, nosso problema aumenta na mesma proporção do crescimento da pandemia entre nós.
Não estamos falando de uma crise qualquer. Não é uma “gripezinha”, como disse o irresponsável presidente. Estamos falando de uma ameaça humanitária. Da possibilidade da morte de dezenas ou centenas de milhares. Da necessidade de proteger, socorrer e amparar mais de 210 milhões de pessoas, o tamanho da nossa população.
Estamos falando de instituir uma verdadeira Economia de Guerra no país, com o governo coordenando um esforço de conversão de parcela de nossa indústria para a produção de produtos básicos e essenciais para o momento, como álcool gel, máscaras e equipamentos médicos e hospitalares.
Estamos falando de se providenciar, imediatamente, dezenas de milhares de novos leitos hospitalares. Precisamos lembrar que já tínhamos, antes da crise, um sistema de saúde sobrecarregado, com gente atendida em corredores. É preciso até pensar e providenciar hospitais de campanha, com aquelas tendas que a gente vê em filmes de guerra. E é uma guerra.
É preciso providenciar locais para o isolamento social dos casos suspeitos ou comprovados de quem, hoje, mora com outras oito ou 10 pessoas, em casas com apenas dois ou três cômodos. Essa é a realidade da maioria esmagadora da nossa população, das periferias. Se isso não for providenciado logo, a disseminação do vírus será incontrolável. Um governo que se preocupasse minimamente em defender a vida poderia articular as muitas vagas hoje ociosas em hotéis e pousadas para esse fim.
Estamos falando de se garantir uma renda de pelo menos um salário mínimo para todos os trabalhadores e trabalhadoras informais do país, que estão ficando sem ter do que viver pelos próximos três meses, no mínimo. O povo precisa é de dinheiro na mão e não da esmola de 200 reais anunciada pelo governo.
Estamos falando de livrar todas/os de cortes de energia e água, enquanto for necessário se manter uma rotina de absoluta higiene como arma de combate à pandemia.
Estamos falando de um plano de recuperação econômica para o pós-crise. Com grandes investimentos públicos em obras e crédito para geração de empregos e renda.
E, finalmente, estamos falando de mais democracia, mais Estado, mais amparo e mais solidariedade. De se parar de abandonar as pessoas à própria sorte, como este governo vem fazendo, como quando agora propõe que trabalhadores formais possam ficar até quatro meses sem salários, como medida de ajuda às empresas. Um genocídio.
De fato, é difícil imaginar que este governo possa fazer tudo que falamos aqui. Bolsonaro tem compulsão pela morte. Ele também não acredita e nem entende a gravidade da crise, seja do ponto de vista da saúde pública, seja do ponto de vista econômico e social.
Por isso, tem muita razão quem, nos últimos dias, foi para sua janela e gritou bem alto: “FORA BOLSONARO!!!”
Luizianne Lins é deputada federal
(Artigo originalmente publicado no O Povo/ Eliomar de Lima – https://bit.ly/3dBgAkW)