Dia do Orgulho LGBTQIA+: Luizianne reafirma sua luta contra a violência e o preconceito

No Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+, 28/06, a deputada federal Luizianne Lins (PT/CE) dedicou seu programa no YouTube, Balanço na Rede, à temática. Ela começou destacando a importância da data e sua longa trajetória política estreitamente às lutas e defesa dos direitos da comunidade LGBTQIA+ no Ceará e no Brasil. “Fui a primeira prefeita de Fortaleza a me reunir oficialmente com essa comunidade e tenho uma trajetória política em defesa dessas pessoas que amam diferente da heteronormatividade. Sempre achei muito grave viver em um mundo onde as pessoas não respeitam a orientação sexual das outras, afinal toda forma de amar vale a pena”, salientou.

Para Luizianne, a história de luta do movimento LGBTQIA+ é muito bonita, mas também muito doída, uma vez que o Brasil é um dos países mais violentos contra essa população. “Nós também sentimos essa dor. Um caso emblemático foi o caso da travesti Dandara [dos Santos, mulher trans assassinada na periferia de Fortaleza a pauladas, em 2017], que dá nome a um PL [Projeto de Lei 7292/17] de nossa autoria, a Lei Dandara, que qualifica como crime hediondo o LGBTcídio. Hoje, as leis não dão conta de qualificar que a pessoa foi assassinada por conta da LGBTfobia. Vamos levar essa luta até o final, quando todos as pessoas tenham o direito de amar em liberdade”, assinalou a deputada.

Ela lembrou ainda que participou da primeira Parada do Orgulho LGBT de Fortaleza, em 1999, quando vereadora. “Eu me lembro que eram cerca de 300 pessoas. Mas, quando terminamos nossa gestão na Prefeitura de Fortaleza, eram aproximadamente 1 milhão de pessoas na rua, na parada do orgulho. Infelizmente, hoje, há muito pouco apoio do poder público”. Luizianne lamentou os atrasos, violências e descaso contra a população LGBTQIA+ cometidos pelo desgoverno Bolsonaro. Esse cenário de desconstrução institucional se delineou após o golpe contra a presidenta Dilma Rousseff, em 2016, e se agravou com a prisão Lula, em 2018, e a chegada de Bolsonaro ao poder em 2019, trazendo uma pauta LGBTfóbica, autoritária, preconceituosa e machista.

O Balanço na Rede convidou para um bate papo a presidenta da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Transexuais, Travestis e Intersexuais (ABLGTI) e pré-candidata a deputada federal por São Paulo, Symmy Larrat; e a secretária estadual LGBTQIA+ do PT Ceará e assessora política do mandato da deputada Luizianne, Mitchelle Meira. “Gostaria de destacar a importância da Luizianne para as nossas conquistas políticas desde o começo da luta do movimento. Depois do golpe de 2016, nós passamos, primeiro, pelo desmonte, perseguição e esvaziamento das políticas LGBTQIA+; e, depois, principalmente com Bolsonaro, estamos vivendo agora a institucionalização desse esvaziamento. Esse governo não promove a ampliação das políticas LGBTQIA+ e promove outras ações que as ignoram”, enfatizou Symmy.

Já Michelle Meira destacou a questão de raça (raciscmo) e gênero (machismo) que está imiscuída na LGBTfobia. “Não podemos deixar de pensar nos nossos corpos, que são demarcados por essas questões”, afirmou. Ela ainda lamentou o desmonte pelo desgoverno Bolsonaro de todas as participações sociais da comunidade LGBTQIA+, como foi a extinção do Conselho Nacional de Políticas LGBT [com 16 representantes do poder público e 16 da sociedade civil]. “A não participação é a demarcação desse desgoverno”.

Luizianne recuperou as conquistas políticas do movimento LGBTQIA+ durante os governos Lula e Dilma, bem como em Fortaleza, quando foi vereadora, deputada estadual, prefeita e, agora, deputada federal.

Assista ao programa Balanço na Rede na íntegra:

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