Doação oculta dificulta fiscalização de fraudes em campanhas eleitorais

câmara

A reforma política aprovada pela Câmara dos Deputados na semana passada oficializou a doação oculta de empresas a partidos políticos durante campanhas. Além de contrariar a decisão do Senado Federal e aprovar o financiamento empresarial, a mudança torna a prestação de contas menos transparente e facilita fraudes.

Caso seja sancionado como está, os partidos não precisarão informar de maneira individualizada as informações sobre doações. Ou seja, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não terá acesso aos nomes das empresas e valores repassados por cada uma.

A mudança vai dificultar a aferição de arrecadação ilícita por parte do Tribunal, explica o analista judiciário do TSE e professor de Direito Eleitoral da Universidade Católica de Brasília (UC), Weslei Machado.

A lei 5.904/97, conhecida como Lei das Eleições, define que qualquer partido ou coligação pode pedir que a Justiça Eleitoral apure suspeitas de irregularidades na arrecadação e gastos de campanha.

A falta de informações sobre as doações vai praticamente impossibilitar o cumprimento do artigo. “Na eleição passada (2014), como havia uma comissão legislativa, o TSE tratou da matéria, mas tínhamos uma legislação explícita. Agora, acredito que a única forma seja uma futura discussão no próprio Congresso Nacional”, avalia o professor.

Para o deputado federal Enio Verri (PT-PR), diante da mudança, não houve reforma política de fato. “Essa chamada reforma política foi feita para a manutenção do status quo, para não mudar nada”, critica.

Verri classifica a medida como antidemocrática. “A verdade é que é mais uma vitória do capital, subordinando os deputados que eles financiam”, analisa.

Na avaliação do parlamentar, do jeito que está, a reforma dificulta a renovação do Congresso Nacional, sobretudo por integrantes de movimentos sociais e populares.

“Se houver renovação vai ser para quem é financiado por grandes empresas, o que vai fazer com que o Parlamento esteja sempre a serviço do grande capital e não a serviço da maioria da população”, afirma.

Partidos – O professor Weslei Machado elogia a determinação de que apenas partidos políticos poderão receber doações empresariais. De acordo com ele, a alteração vai fortalecer as legendas, ampliando a autonomia e obrigando a elaboração de regras para a distribuição dos recursos.

“É uma medida boa de fortalecimento dos partidos, já que a gente oficializa que as doações são feitas via partido político cada um dentro da sua esfera de autonomia”, afirma.

Fonte: Agência PT

Representante de Direitos Humanos da União Europeia cumpre agenda na Câmara nesta quarta (16/9)

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Em visita ao Brasil, o alto representante de Direitos Humanos da União Europeia, Stavros Lambrinidis, estará na Câmara Federal nesta quarta-feira (16), às 16h30. Ele tem encontro marcado com parlamentares, representantes do governo federal e de movimentos sociais, que participam do evento Avanços e Desafios dos Direitos Humanos no Brasil, a ser realizado no plenário 1. A atividade é organizada pela Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos Humanos da Câmara, coordenada pela deputada Erika Kokay (PT-DF).

No próximo dia 5 de outubro, o Brasil celebra 27 anos da Constituição Cidadã. Na esteira dos ataques fundamentalistas, homofóbicos e reacionários desferidos contra ela e o seu bojo de conquistas e avanços sociais, por parte de determinados setores estrategicamente organizados no Congresso Nacional, a agenda de Direitos Humanos no Brasil nunca esteve tão ameaçada como agora. Neste contexto, faz-se cada dia mais necessária a articulação e a mobilização de forças progressistas junto a entidades (nacionais e internacionais) de defesa de direitos civis e aos movimentos sociais para desempenharem o enfrentamento e a disputa de narrativas contra tais ataques.

Documentos sobre a situação dos povos indígenas e ameaças aos seus territórios, a violência institucional contra a juventude negra e as ameaças aos direitos da população homoafetiva, especialmente representada pela proposta de Estatuto da Família, serão entregues ao alto representante – função equivalente a de ministro de Estado – da União Europeia.

Foram convidados para o evento as ministras da Igualdade Racial, Nilma Lino, e de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci; o ministro de Direitos Humanos, Pepe Vargas; o presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), João Pedro Gonçalves, e o secretário Nacional da Juventude da Presidência da República, Gabriel Medina. Representantes de entidades como Conselho Indigenista Missionário (CIMI), Articulação dos Povos Indígenas de Brasília, Instituto Socioambiental e Conselho Nacional LGBT, entre outras entidades, participarão.

Dentre os congressistas estarão presentes o presidente da CPI que averiguou na Câmara os crimes cometidos contra a Juventude Negra , deputado Reginaldo Lopes (PT-MG); o presidente da Comissão dos Direitos e Humanos e Minorias, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), e o presidente da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado Federal, senador Paulo Paim (PT-RS), entre outros membros de comissões e frentes parlamentares ligadas à temática de Direitos Humanos no Congresso Nacional. O evento será presidido pela deputada Erika Kokay.

Fonte: PT na Câmara

Fortaleza tá um lixo!

Imagem: Portal Mucuripe News

Imagem: Portal Mucuripe News

Confira o artigo do vereador Ronivaldo Maia (PT), publicado na edição de hoje do jornal O POVO. 

Fortaleza tá um lixo. Um lixão a céu aberto. Essa é a sensação de quem anda por nossas ruas. Os pontos de lixo se multiplicam. A administração que tanto se empenhou na retirada de árvores assiste ao mato crescer nos canteiros, praças e meios-fios. E isso tudo está acontecendo porque os serviços de coleta, varrição e capinação foram reduzidos. Continuar lendo

STF pode finalmente banir doações empresariais

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A doação de empresas a partidos políticos foi aprovada na semana passada na Câmara dos Deputados, mas o assunto ainda é polêmico e na próxima quarta-feira (16) o Supremo Tribunal Federal (STF) deverá retomar o julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4.650, proposta pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), contra o financiamento empresarial de campanhas eleitorais.

Dos 11 ministros do STF, 6 votaram a favor da ADI em 2014 quando o julgamento foi interrompido. Na ocasião, o processo foi paralisado por um pedido de vistas feito pelo ministro Gilmar Mendes. Continuar lendo

Em nota, ministério desmente acusação da ‘Veja’ sobre Bolsa Família

Bolsa-Familia

O Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) desmentiu, em nota divulgada nesse sábado (12),  reportagem da revista “Veja”, que acusava o governo  de cortar benefícios do Bolsa Família devido ao ajuste fiscal. “O Bolsa Família não sofreu corte no Orçamento, está integralmente preservado”, rebate.

O ministério acusa a revista de mentir quando disse que o número de famílias beneficiárias caiu para 13,2 milhões. Segundo a Pasta, a folha de pagamento de setembro repassou benefícios para 13,9 milhões de famílias. Continuar lendo