Live da Lôra |Luizianne entrevista Elisa Lucinda e Ari Areia

ari area

Tradição às segundas, sextas e quartas (quando a sessão da Câmara permite), as lives da Lôra desta semana contaram com dois nomes queridos do público. Na segunda (1/6), Luizianne conversou com o ator e militante Ari Areia, que foi o candidato LGBT mais votada do estado nas últimas eleições, obtendo a primeira suplência de Renato Roseno na Assembleia Legislativa/CE.elisa

Na sexta (5/6), Luizianne recebeu no seu Instagram a atriz, poetisa e pensadora Elisa Lucinda em uma conversa que transitou por temas como racismo, política e conjuntura. A escritora recitou poemas e pediu justiça para as mortes recentes das crianças negras João Pedro e Miguel, vítimas do racismo estrutural* brasileiro.

Na quinta (4/6), Luizianne participou de um debate com o Sindicato dos Jornalistas do Ceará sobre como as notícias falsas afetam as sociedades e o papel do jornalismo para o fortalecimento da democracia.

* Racismo estrutural – naturalização de situações que promovem a discriminação. O termo é usado para reforçar o fato de que há sociedades estruturadas com base na discriminação que privilegia algumas raças em detrimento das outras.

“Um presidente que joga contra o País não merece mais permanecer governando”, destaca Luizianne Lins**

“Neste momento de desgoverno, neste momento de acinte à democracia, nós ainda termos que conviver com um presidente completamente tresloucado, completamente irresponsável, que simplesmente acha que pode liderar um movimento autoritário. Enquanto isso, ele — eleito presidente da República — um cidadão, tem se comportado de forma ridícula”, criticou a deputada Luizianne Lins (PT-CE) ao discursar na terça-feira (2), durante a sessão remota da Câmara dos Deputados (vídeo no final da matéria).

Luizianne denunciou as irresponsabilidades de Bolsonaro que só sabe se exibir e brincar com a vida de milhões de brasileiros. “Um dia ele passeia de jetski; outro dia anda de helicóptero com o dinheiro público, diga-se de passagem; outro dia, monta a cavalo. Ele podia fazer tudo isso. Isso seria problema dele, se ele não fosse presidente da República e se nós não estivéssemos num momento de uma pandemia”, alertou.

A parlamentar conclamou por Fora, Bolsonaro em defesa do Brasil e de seu povo. “Nós defendemos o ‘Fora, Bolsonaro!’, estamos defendendo o povo brasileiro e o Brasil, porque um presidente que joga contra o País não merece mais permanecer governando o nosso País”, disse.

Descaso e vetos aos auxílios emergenciais

A deputada petista reforça que o País está diante de um vírus que desafia o mundo e a ciência, e destacou as medidas que o Congresso Nacional aprovou como o auxílio emergencial de R$ 600, enquanto o presidente Jair Bolsonaro e seu ministro da Economia, Paulo Guedes, queriam que fosse de apenas R$ 200 e também a aprovação do ‘orçamento de guerra’. Mas Luizianne lembra que ainda há milhões de brasileiros — pelo menos, um terço de brasileiros — que têm direito aos R$ 600 e ainda não o receberam. “Sabe por quê? Porque eles brincam com a fome do povo. Ninguém vai ficar em casa morrendo de fome nem vendo o filho morrer de fome. Então, na prática, ele implementa. Quando faz isso, o que ele pensa? Em mandar as pessoas irem para a rua para morrer. Sabe quem vai morrer? Os pobres. Estão aí os índices”, apontou.

Luizianne ressaltou a importância da aprovação do Projeto de Lei (PL 873/2020) que aprimorou o auxílio emergencial dando a várias outras categorias este direito, mas lamentou os vetos de Bolsonaro aos trabalhadores da área da beleza, entre outras.

“É importante dizer que ele tem esperado até o dia do limite do veto, até o último dia em que ele tem que sancionar ou vetar, para ele muitas vezes vetar, como foi o caso do projeto nº 873. As manicures, as pedicures e os trabalhadores da beleza, tudo que ele mandou abrir estava previsto no projeto e, de forma perversa, ele vetou, para botar essas pessoas para trabalharem e, consequentemente, pegarem o vírus. Ele vetou os pesadores artesanais. Isso é uma crueldade”, denunciou.

De acordo com a parlamentar, outra ajuda que foi aprovada e até hoje os beneficiários não receberam nada foram os empresários das micro, pequenas e médias empresas, “é a burocracia como método, querendo fazer o povo de besta e fazer os pequenos e médios empresários de besta”, afirmou Luizianne.

A renda emergencial cultural para os artistas e trabalhadores da arte e da cultura também já foi aprovada pelo Congresso, mas até agora nada. “O tempo para sancionar vai até o limite e muitas vezes vetam-se elementos fundamentais dos projetos”, explicou a deputada cearense.

**Matéria originalmente publicada no PT Na Câmara – por Lorena Vale (https://bit.ly/30bkCfl)

Aprovado no Congresso projeto de combate à violência doméstica durante a pandemia

O Congresso Nacional aprovou nesta semana projeto de lei da Maria do Rosário, luizianne plenariocom coautoria da deputada Luizianne Lins PT/CE), que considera essenciais os serviços de combate à violência doméstica.

O PL 1291/20 intensifica medidas de combate à violência doméstica contra mulheres, crianças, pessoas idosas e pessoas com deficiência. De acordo com o texto, os serviços não poderão ser suspensos durante a pandemia de Covid-19. Casos como tentativas de feminicídio, estupro e suspeita de violência sexual terão atendimento domiciliar. Além disso, os registros realizados pelos canais existentes (180 e 100) deverão ser encaminhados em 24 horas os órgãos competentes.

O projeto ainda retorna à Câmara, antes de ir à sanção presidencial.

Acompanhe: https://bit.ly/2MuvDR4

Luizianne denuncia no Plenário atraso no pagamento de auxílio emergencial

A deputada federal Luizianne Lins (PT/CE) falou, nessa quinta (04/06), no Plenário da Câmara sobre a demora de Bolsonaro em pagar o auxílio emergencial e de sancionar leis de interesse das trabalhadoras e trabalhadores. A parlamentar ocupou o horário de liderança para denunciar a proposta do desgoverno atual de reduzir os valores do benefício. “Nós temos um presidente que estimula as pessoas a irem para morte”, disse Luizianne.

Padilha e Boulos foram os entrevistados de Luizianne nesta semana

O ex-ministro da saúde, Alexandre Padilha, e o coordenador do MTST, Guilherme Boulos, foram os convidados da deputada Luizianne Lins nas lives desta semana. Em pauta, temas nacionais, conjuntura e pandemia.

luizianne e boulos

Na segunda-feira (25), o deputado federal Padilha falou sobre o novo coronavírus e como o Brasil poderia ter sido mais efetivo no combate à doença, caso o programa Mais Médicos não tivesse sido descontinuado pelo atual desgoverno. O programa, lançado no Governo Dilma, levou médicos a municípios carentes desses profissionais de saúde.

O deputado também alertou sobre os perigos das notícias falsas disseminadas sobre o novo coronavírus e que colocam em risco a vida de brasileiras e brasileiros.

Nessa sexta, Luizianne conversou com o candidato do PSOL nas últimas eleições presidenciais, Guilherme Boulos. A deputada e o dirigente do MTST falaram sobre o papel dos movimentos sociais, o avanço do fascismo e, claro, sobre esperança.

Além das lives, Luizianne concedeu entrevista ao jornalista Inácio de Carvalho (Canal DCM) e à vereadora Larissa Gaspar. Ao DCM, a deputada reforçou a importância do PL 1291/ 2020, de sua coautoria e autoria da deputada Maria do Rosário. A proposta traz ações de combate à violência doméstica durante a pandemia.

No papo com Larissa Gaspar, as parlamentares comentaram sobre o inquérito do STF que resultou na operação da Polícia Federal com foco em empresários e políticos suspeitos de integrar um esquema profissional de difusão de fake news desde as eleições de 2018. “Temos que ter o compromisso com as futuras gerações e debater como regulamentar – e isso não é censurar, pois defendo a liberdade de expressão como um dos pilares da democracia – essa questão das redes. Defendo que escolas de ensino fundamental e universidades tenham disciplinas que possibilitem o desenvolvimento de uma leitura crítica das redes, que possam ter um olhar mais cuidadoso”, afirmou Luizianne.