A candidata do PT à Prefeitura de Fortaleza, Luizianne Lins, em entrevista ao programa Da Hora, na TV União, nesta sexta-feira, 13/11, enfatizou sua prioridade como prefeita de recuperar a economia de Fortaleza, gerando emprego em renda. O foco será, principalmente, as pessoas que perderam o emprego durante a pandemia do coronavírus e vão ficar sem o auxílio emergencial a partir de janeiro de 2021. Ela anunciou a implantação do Bolsa Família Fortaleza de R$ 200 por seis meses.
Luizianne destacou sua preocupação com o abandono da cidade. “Acabaram-se as políticas públicas de saúde, de educação, acabou o fardamento completo, a merenda escolar de qualidade. Em meio à pandemia, as pessoas sofrem muito mais com falta de remédio nos postos, com uma alimentação escolar sem qualidade”.
A candidata lamentou que o Hospital da Mulher esteja sendo subutilizado pela atual gestão. “Fiz esse hospital para as mulheres de Fortaleza e a atual gestão desmontou sua concepção original. Tudo que a gente pensou está sendo perdido, um hospital enorme que não está cumprindo seu papel”. Luizianne reafirmou que quer ser prefeita de Fortaleza para retomar a alimentação escolar de qualidade, a qualificação dos professores, o fardamento completo, para que volte a ter remédio nos postos, retomar as cirurgias eletivas com mutirões, continuar com a passagem mais barata do Brasil, retomar o Hospital da Mulher do jeito que foi planejado, retomar o terceiro turno e o funcionamento nos fins de semana nos postos de saúde, investir na saúde preventiva, recuperar o Orçamento Participativo. Ela salientou que foi sua a assinatura, em 2012, para a construção de três UPAs em Fortaleza.
Lamentou a campanha de agressões e mentiras contra ela por parte do candidato dos Ferreira Gomes. “Não podemos ficar entre o candidato do Bolsonaro, do ódio, e o candidato da mentira, que tem mais de 40 anos na vida política e ninguém conhece na cidade. Peço a você, eleitor e eleitora, que dê o troco a essa campanha suja na urna, vote com consciência, vote 13 e também nos vereadores do PT. A esperança vai vencer o medo”.
A candidata pelo PT à Prefeitura de Fortaleza, Luizianne Lins, participou, nesta quinta-feira, 12/11, de um ato público de apoio por parte de professores, intelectuais, outros profissionais, estudantes e ativistas à sua candidatura. Foram entregues à candidata cartas e manifestos de apoio e solidariedade. Por live, representaram os/as signatários/as as professoras Ecila Meneses, Beatriz Furtado e Adelaide Gonçalves; a assistente social e militante feminista Raquel Viana; e Valton Miranda, médico e intelectual de esquerda do Ceará.
Na Carta Aberta dos intelectuais e ativistas os/as signatários/as afirmam que a candidatura de Luizianne Lins “é uma possibilidade de ruptura com essa trajetória de descaso com a periferia, retomando projetos que beneficiam a população mais vulnerável através de projetos de distribuição de renda. É preciso reparar os danos causados pelas políticas de extermínio das vidas periféricas”.
Luizianne agradeceu emocionada as manifestações de apoio e afirmou que, domingo, dia 15/11, sua candidatura vai para o segundo turno “com a força do povo de Fortaleza, das mulheres, da teimosia, da insurgência, da rebeldia e, sobretudo, da vontade de ser livre”. A candidata alertou para o aumento da pobreza e da fome na cidade e enfatizou a importância de políticas públicas que priorizem o social, a educação, com ensino e alimentação escolar de qualidade, e a saúde pública, com atendimento humanizado e remédios nos postos de saúde.
“Precisamos ‘re-esperançar’ Fortaleza. Eu tenho lado, o lado da esperança, que move os nossos sonhos, move a gente a acreditar, a lutar contra todo e qualquer preconceito. Eu sei o que sou, o que penso, sempre estive do lado dos oprimidos, dos que são vítimas de racismo, da misoginia, de machismo, dos que são perseguidos, dos que são destratados, dos que são invisibilizados pela lógica perversa do mercado e do capital”, afirmou a candidata.
Luizianne assinou também cartas compromisso dos movimentos das pessoas com deficiência, das entidades estudantis, da luta antimanicomial, dos movimentos LGBTI+, de luta contra a Aids, da ANPG (Associação Nacional de Pós-Graduação), Fórum DCA (crianças e adolescentes), Sindicato das/os Assistentes Sociais do Ceará e do movimento Outubro Rosa.