Lei Maria da Penha: 14 anos de proteção

WhatsApp Image 2020-08-06 at 17.51.15Vivemos dias difíceis, de muita gravidade para o estado democrático que conquistamos, mas é fundamental celebrar nossas vitórias. A Lei Maria da Penha, sancionada pelo presidente Lula em 2006, completou 14 anos. Sem dúvida, uma grande conquista após décadas de luta!

Essa legislação trouxe diversos avanços no enfrentamento à violência contra as mulheres e nas políticas públicas de proteção dos seus direitos. Infelizmente, o cenário sofre mudanças com o desmonte do ministério que tratava das questões relacionadas às mulheres e redução orçamentária.

A Lei Maria da Penha é ampla, integral e tem o viés preventivo, educativo e punitivo. Porém, é preciso difundi-la mais. Números indicam que o combate à violência doméstica no Brasil não tem sido efetivo. Esse é um fenômeno que presenciamos em todos os lugares desse país. Por isso, é sempre importante discutir sobre o funcionamento e a articulação de cada serviço para que a Lei Maria da Penha possa realmente cumprir seu papel e ser incorporada por todos os seus operadores de forma plena e fluida.

Pesquisa do DataSenado (2019), apontou que 11% das mulheres afirmavam não conhecer a Lei Maria da Penha e 68% disseram conhecer pouco. Ou seja, um grande número de mulheres não conhece o caminho da denúncia, nem a cobertura de proteção que podem ter diante de uma situação de agressão.

Na pesquisa, sete em cada 10 mulheres brasileiras responderam que a Lei Maria da Penha não as protege totalmente ou protege apenas parcialmente contra a violência doméstica. O motivo é que a lei, sozinha, não transforma realidade. É preciso uma rede de atendimento e investimento do Estado. Com o desgoverno Bolsonaro, entretanto, vimos definhar a política de proteção às mulheres e minguar boa parte dos investimentos realizados nos governos Lula e Dilma.

Por todas essas conquistas e necessidade de avanços é que convocamos todos e todas para um agosto de resistência! Temos uma jornada pela frente para garantir a integral implantação da lei, ampliar seu conhecimento e garantir a proteção das vidas de todas as mulheres.
Luizianne Lins, deputada federal e relatora da Comissão Mista de Combate à Violência contra a Mulher

Grupos de Saúde e Meio Ambiente, Urbanismo, Infraestrutura e Habitação realizam plenárias para Programa de Governo de Luizianne Lins

Especialistas e apoiadores da deputada federal e pré-candidata pelo PT à Prefeitura de Fortaleza, Luizianne Lins, realizaram esta semana mais três plenárias temáticas para o seu Programa de Governo Popular e Participativo da capital cearense: uma com setor de saúde e duas com o tema Meio Ambiente, Urbanismo, Infraestrutura e Habitação.

O Setorial de Saúde do PT já se reuniu duas vezes com a presença de conselheiros municipais, agentes de saúde, enfermeiras, médicos, nutricionistas, militantes e outros. As pautas principais são: defesa do SUS e a realização de diagnóstico da política pública de saúde em Fortaleza. Nas próximas reuniões, haverá elaboração de propostas das diversas áreas de saúde.

O grupo de Meio Ambiente, Urbanismo, Infraestrutura e Habitação se reuniu com exposições sobre a cidade de Fortaleza, tendo participações dos professores Romeu Duarte e Maria Emília;  os ambientalistas Adalberto Alencar, Rafael Tomyama e Deodato Ramalho; e o arquiteto Odilo Almeida. Foram realizados diagnóstico sobre Fortaleza e proposições para a cidade, que serão extraídos e contribuirão com o Programa de Governo Popular e Participativo de Luizianne Lins.

Os/as interessados/as em participar das próximas plenárias podem enviar mensagem aos telefones informados nos cards para obter links de acesso.

Luizianne repudia tentativa de desfiguração do Novo Fundeb no Senado

Com informações do PT na Câmara

Parlamentares da Bancada do PT na Câmara e entidades que defendem a educação pública repudiaram nesta quinta-feira (20), a tentativa de senadores de partidos de direita e aliados do governo Bolsonaro, de desfigurar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 26/2020), já aprovada na Câmara, que cria o Novo Fundeb.

As críticas são dirigidas especialmente às emendas que prorrogam a ampliação de 60% para 70% dos recursos do fundo para o pagamento dos profissionais da educação, que permitem que parte do Fundo pague aposentadorias e que retiram do texto o Custo Aluno Qualidade (CAQ). O CAQ é um parâmetro que vai definir a distribuição de recursos visando a melhoria da qualidade do ensino público no País. A votação do Novo Fundeb está marcada para a tarde desta quinta no Senado.

Além de aumentar o percentual do Fundo destinado ao pagamento de profissionais da educação e constitucionalizar o CAQ, a PEC traz outros avanços. Entre eles, a constitucionalização do próprio Fundeb – cuja validade termina no dia 31 de dezembro deste ano – a ampliação da participação da União na composição do Fundo, de 10% para 23%, além da instituição do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (SINAEB). A bancada do PT no Senado já se manifestou que votará pela aprovação do Novo Fundeb e contra qualquer destaque que desfigure o texto.

A emenda que tenta adiar o prazo para aplicação do aumento dos recursos destinado ao pagamentos dos profissionais da educação é do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), mas conta com a assinatura de outros senadores do PSDB, PSD, Podemos, Cidadania, PL e MDB. Pela proposta, essa ampliação não seria imediata, mas realizada de forma gradual em seis anos (61,5%, 63,2%, 65%, 66,5%, 68,4% e 70%). Segundo entidades que defendem os trabalhadores da educação, essa emenda é um retrocesso porque vários estados já gastam 70% do Fundo com pagamento de servidores da área, sendo que alguns até ultrapassam esse índice.

Já a tentativa de retirar o Custo Aluno Qualidade (CAQ) do texto, desconstitucionalizando a ação, é feita principalmente pelo líder do Governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE).

Entidades que fazem parte da Campanha Nacional pelo Direito à Educação publicaram uma nota oficial nesta quinta-feira (20), defendendo a manutenção do CAQ no texto do Novo Fundeb. Segundo o movimento, “O CAQ é um poderoso instrumento de controle porque estabelece claramente quanto deveria estar sendo gasto e onde. Assim, tem potencial imenso para reduzir a desigualdade entre as redes de ensino público e privada”.

Entre outros participantes, a Campanha Nacional pelo Direito à Educação conta com a adesão da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação (Uncme) e do MST.

Votação urgente

A deputada Professora Rosa Neide (PT-MT), presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Escola Pública e em Respeito ao Profissional da Educação, defendeu que o Senado vote imediatamente o mesmo texto do Novo Fundeb aprovado pela Câmara.

“Manter o texto do Fundeb apresentado na câmara é fundamental para garantirmos a política de investimentos na educação para os próximos anos. Esperamos o compromisso dos senadores com a educação do país”, afirmou.

Para a deputada Luizianne Lins (PT-CE): “Precisamos pressionar para que Senado não ceda às pressões do desgoverno Bolsonaro para alterar texto do Novo Fundeb. Querem, por exemplo, usar recursos para pagar aposentadorias. Aprova Fundeb, sem destaques!” .

Pelo Twitter, o deputado Pedro Uczai (PT-SC) – presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Implantação do Plano Nacional de Educação (PNE) – também fez um apelo aos senadores para que aprovem o Novo Fundeb, sem alterações. “Senadores e Senadoras, aprovem o Fundeb, para que a educação brasileira possa ter mais recursos e os nossos alunos um futuro melhor! Para alcançar bons resultados na educação básica pública é preciso garantir investimentos em melhorias na infraestrutura das escolas, nos salários e na carreira dos profissionais da educação”, observou.

Já a deputada Margarida Salomão (PT-MG) criticou especialmente a manobra do governo para tentar desviar recursos do Novo Fundeb para pagamento de aposentadorias. “Eis que agora, na votação do Senado, Bolsonaro prepara golpe, articulando um destaque que permitirá que o montante de recursos da Educação possa ser aplicado para o pagamento das aposentadorias do setor. Isso é terrível! Os recursos da Previdência são da Previdência. Os recursos da Educação, da Educação! Não podem ser confundidos!”, esclareceu a deputada.

Ela disse ainda que, na prática, “isso é apenas uma forma de gastar menos com Educação, mas simulando manter um nível mínimo de investimentos”.

Leia outras declarações de parlamentares petistas favoráveis à aprovação do Novo Fundeb:

Deputado Zeca Dirceu (PT-PR) – “Hoje é dia de votação do Fundeb no Senado! Já o aprovamos na Câmara, agora a pressão é para que o senadores aprovem a matéria de forma integral (sem destaques). Se o Fundeb não for aprovado, 94% dos alunos da educação básica serão prejudicados”.

Deputado Rogério Correia (PT-MG) – “De acordo com a pesquisa da OCDE (Education at a Glance 2019), o Brasil permanece com os piores níveis de remuneração dos professores entre os países pesquisados. É preciso mais recurso para financiar o piso salarial e a carreira desses profissionais!”.

Deputado Reginaldo Lopes (PT-MG)* – “Nos países onde a educação é prioridade há a valorização dos profissionais da educação. Votar em favor do piso do magistério e da subvinculação de 70% do Fundeb é honrar profissionais e assumir real compromisso com a qualidade da educação pública”.

Deputado Carlos Veras (PT-PE) – “Precisamos da aprovação do Fundeb o mais rápido possível, sem alterações. O compromisso com a educação não pode ser mais adiado. Se não aprovar o Fundeb logo, do jeito que saiu da Câmara, as escolas correm o risco de ficar sem recursos em 2021”.

Deputado Nilto Tatto (PT-SP) – “Se o Fundo não for renovado, a Educação brasileira será praticamente destruída já em 2021. Vamos pressionar os senadores para que aprovem a PEC 26/2020 na íntegra”.

Deputada Natália Bonavides (PT-RN) – “Um FUNDEB com mais recursos também é necessário para a inclusão dos quase 80 milhões de jovens e adultos acima de 18 anos que não concluíram a educação básica e os mais de 13 milhões de adultos analfabetos no país”.

Héber Carvalho

Luizianne debate cultura em atividade do seu Programa de Governo Participativo

A deputada federal e pré-candidata do PT à Prefeitura de Fortaleza, Luizianne Lins, realizou nessa quinta (20/08) o 3º encontro do seu Programa de Governo Popular e culturaParticipativo com o tema cultura. Participaram da atividade Alfredo Manevy, ex-secretário executivo do Ministério da Cultura (MinC) no Governo Lula e Fabiano dos Santos Piúba, secretário de Cultura do Ceará. O debate, mediado pela artista Nayra Costa, também teve participação do presidente municipal do PT, Guilherme Sampaio.

Luizianne realizou um resgate dos avanços da área na sua gestão e destacou o papel das artes e da cultura. “Essa pandemia nos mostrou que não precisamos de muito para viver, mas arte, filme, música estão sendo essenciais e nos ajudam a enfrentar esse momento; arte e cultura nunca foram tão importantes para a alma”, disse.

A deputada lembrou as marcas deixadas por seu governo na cidade de Fortaleza e citou a criação da primeira secretaria de cultura; meia-entrada para professores;  criação do Conselho Municipal de Cultura e de Proteção ao Patrimônio Público; Fundo Municipal de Cultura; o tombamento de 20 equipamentos históricos; orçamento próprio para a cultura; editais de cultura; criação do pré-carnaval com incentivo a 70 blocos; fortalecimento do carnaval; revitalização de espaços públicos, como Paço Municipal, Passeio Público e Mercado dos Pinhões; Mostra de Música Petrúcio Maia; Festival de Teatro e o Réveillon da Paz, dentre outras iniciativas abordadas por ela.

Alfredo Manevy fez inúmeras contribuições ao programa de governo e deu ênfase à necessidade de transversalizar a Cultura com as outras pastas, integrando as políticas. “A gestão de Luizianne transformou a cidade e foi referência na questão de cultura”, comentou o ex-secretário executivo do MinC.  Para ele, agora é hora de aprofundar políticas exitosas e inovar, com a valorização de pequenos produtores e realizadores. “Se a gente não cuidar dos pequenos empreendedores de cultura, as cidades vão perder e tudo será entregue aos grandes conglomerados”, alertou.

 O secretário estadual de Cultura, Fabiano Piúba, compartilhou o mesmo pensamento de Manevy sobre a reinvenção das cidades no período pós-pandemia. “O direito à cidade é o direito de reinventá-las e não existe essa reinvenção sem o direito pleno à cultura”, discorreu. Dentre as propostas apresentadas, Piúba falou sobre a importância de associar a economia criativa à economia solidária, elegendo a periferia como o centro da política cultural.

No encerramento do encontro, Luizianne fez considerações sobre as propostas apresentadas e sugeriu um processo de formação cultural contínuo para a juventude. “É preciso perceber a cultura como uma política transformadora e revolucionária”, comentou.

O encontro contou também com depoimentos em vídeo de representantes do segmento, que abordaram temas como cultura e inclusão, preservação do Maracatu e carnaval de rua, editais de cultura, teatro e cultura nas comunidades, dança, música e cinema.

Luizianne já realizou dois encontros para seu Programa de Governo: saúde e educação. As cidadãs e os cidadãos que quiserem contribuir com essa construção podem fazer sugestões em formulário disponível no Instagram (link na bio) e Facebook.

Os encontros temáticos do Programa de Governo Popular e Participativo de Luizianne Lins para Fortaleza podem ser acompanhados pelas redes sociais YouTube, Facebook e Instagram @luiziannelinsPT.

Luizianne pede que PGR apure se Damares vazou dados sobre criança que sofreu estupro

A deputada Luizianne Lins (PT/CE), junto à bancada do PT e de Oposição, ingressou com uma ação criminal na Procuradoria Geral da República (PGR), na última sexta-feira (20), contra a atual ocupante do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, para apurar apropriação e uso de dados pessoais da criança vítima de estupro no Espírito Santo. Em virtude da gravidade do ato, foi feito um pedido de medida cautelar de afastamento de Damares do exercício da função pública.

Conforme a representação, é necessário apurar se houve pressão da ministra Damares no sentido de demover a família de interromper a gravidez da criança. “Prova disso pode ser verificada nas gravações – em áudios e vídeos – realizadas quando da visita de grupo de religiosos na casa da família da vítima, com intenção de retrocederem na decisão da interrupção da gravidez e que mencionaram o ‘apoio’ da ministra Damares”, diz a justificativa. O teor das gravações foi amplamente divulgado pela mídia.

Para ilustrar a divulgação do fato pela imprensa, a peça traz um trecho da Revista Piauí:

“A revista Piauí revelou em reportagem na terça-feira (18) que a ministra das Mulheres, Damares Alves, é citada em uma gravação que faz parte da investigação do Ministério Público sobre a pressão exercida sobre a família da menina de 10 anos que foi violada pelo tio, no Espírito Santo, e precisou passar por uma aborto em Recife. Desde que dois assessores de Damares colocaram os pés na cidade onde estava a menina, uma peregrinação de religiosos e políticos locais passou pela casa da avó e representante legal da criança, que foi fortemente pressionada para descartar o aborto previsto em lei por causa do estupro e do risco que a gestação representava à vida da menor. Segundo relatos da revista, um dos encontros na casa da avó foi parcialmente gravado. No áudio, um homem ainda não identificado diz: “A gente não tá brincando. A ministra Damares… [nesse momento, alguém ao fundo afirma: ‘A gente tem acesso a isso também’] Então, a gente quer que a senhora use a voz, que só a senhora pode ter, para defender esse neto da senhora.”

Nesse sentido, parlamentares trabalham com a hipótese de que dados sigilosos de identidade e endereço da criança podem ter sido utilizados para fins privados, para execução de interesses próprios, de cunho moral-religioso. “Queremos investigar se esses dados foram divulgados a grupos de extrema-direita, que resultaram em perseguição e ataques à família da vítima e à equipe que garantiu o direito ao aborto legal de uma criança”, explicou Luizianne.

Confira: Representa_PGR_Damares_vazamento_criança_estupro_final