A deputada federal Luizianne Lins (PT/CE) e Sara Goes bateram um papo no Balanço na Rede, no último dia 07/06, sobre a primeira semana do programa, cujo tema foi “Viver é melhor que postar”, comentaram histórias sobre a trajetória de vida da parlamentar e ex-prefeita de Fortaleza. “Acredito que nós começamos bem o nosso programa levando para as pessoas a sugestão de refletir sobre a relação que elas têm com a tecnologia, com as mídias digitais. Trouxemos convidados/as importantes para esse debate: o psicanalista Leonardo Goldberg, a cantora Vannick Belchior, o artista e influenciador digital Léo Suricate, e o multiartista Antônio Nóbrega”, destacou Luizianne.
A parlamentar também contou sobre a sua relação com os animais desde a infância. Cachorros, gatos, periquitos, galinhas e até um guaxinim, um jumento e um soim. Hoje, ela tem um gato chamado Pantera. “Criar gato é tudo de bom. O meu, por exemplo, fica com ódio quando vai ao veterinário e, quando chega em casa, não quer conversa comigo, me ignora. Os felinos são muito autênticos. A convivência com os animais ajuda muito na nossa saúde mental”, contou Luizianne, rindo da situação.
A deputada comentou ainda sobre sua participação em atividades políticas em comunidades de Fortaleza e Chorozinho, no último fim de semana. Foram lançados, por exemplo, comitês populares de luta com sua participação em Uruanan (Chorozinho), Serviluz e Conjunto Esperança, este último pela pré-candidata a deputada estadual e vice-presidenta do PT Fortaleza, Liliane Araújo.
Ao longo do restante da semana, Sara Goes apresentou o Balanço na Rede comentando os principais assuntos que estão movimentando o Brasil. Também mostrou o processo de construção do programa Balanço na Rede pela deputada Luizianne, além de ter recuperado duas obras que ainda hoje são consideradas paradigmáticas para a população que mais precisa em Fortaleza e construídas pela gestão da ex-prefeita: os Centros Urbanos de Cultura, Arte e Esporte (CUCA) e a Vila do Mar.
A deputada federal Luizianne Lins (PT/CE) participou nesta quinta-feira, 09/06, do videocast Mulheres de Luta, conduzido pela vereadora de Fortaleza Larissa Gaspar (PT). Luizianne contou sobre sua trajetória de vida, profissional e política, e, em especial, sobre os desafios que as mulheres que estão na política institucional seguem enfrentando no Brasil.
“Nós sempre tivemos muito mais dificuldades do que homens para estar na vida política. Porque continuamos carregando atribuições impostas pelo patriarcalismo e, por isso, acabamos nos cobrando demais. Para nós, separar a esfera pública da vida privada é difícil, temos filhos e muita responsabilidade com o mundo. Então, é uma carga enorme, não é brincadeira”, afirmou Luizianne.
A deputada federal Luizianne Lins (PT/CE) assinou coautoria do Projeto de Decreto Legislativo (PDL) nº 213/2022, da deputada Natália Bonavides (PT/RN), que susta os efeitos da Resolução CPPI nº 240, de 02 de junho de 2022, do desgoverno Bolsonaro, que dispõe sobre a qualificação da Petróleo Brasileiro S.A – Petrobras no âmbito do Programa de Parcerias de Investimentos da Presidência da República. O objetivo é “coordenar estudos e ações necessários para a avaliação da desestatização da empresa”.
A justificativa do PDL explica que a Resolução CPPI nº 240 representa a decisão formal do Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (CPPI) de recomendar ao presidente da República a inclusão da Petrobras no pacote de futuras privatizações. Também está prevista a criação de um comitê com membros do Ministério de Minas e Energia e do Ministério da Economia para propor o conteúdo do projeto de lei a ser enviado pelo governo ao Congresso para permitir a venda da Petrobras. “Na prática, é o primeiro passo do governo Bolsonaro para realizar a privatização da maior empresa pública do país, mais um verdadeiro crime lesa-pátria”.
A Petrobras, de acordo com o PDL, foi criada para atender ao interesse coletivo, como a segurança nacional e o bem-estar da sociedade, tendo em vista o aspecto estratégico do petróleo e dos combustíveis para a economia e o desenvolvimento de qualquer nação. Não são objetivos primários da Petrobras a geração de lucros e distribuição de dividendos, o que a coloca em evidente conflito com os interesses do mercado de capitais. Bolsonaro, no entanto, encara essa riqueza como um projeto neocolonial, beneficiando somente a cobiça internacional, e enriquecendo uns poucos privilegiados.
“Nesse sentido, não há dúvidas de que a presente Resolução é nociva ao interesse nacional, uma vez que tem por objetivo iniciar o processo de privatização da Petrobras, da redução da nossa capacidade de produção de derivados e da entrega das reservas de petróleo e gás natural do pré-sal brasileiro para empresas privadas internacionais, em um momento em que as perspectivas de produção nesses campos tendem a aumentar significativamente nos próximos anos, o que fere gravemente a nossa soberania”, enfatiza o PDL subscrito por Luizianne.
A deputada federal Luizianne Lins (PT/CE) subscreveu o Projeto de Lei (PL) nº 1501/2022, de autoria da deputada Natália Bonavides (PT/RN), que dispõe sobre procedimentos de análise, decretação e efetivação de medidas judiciais, extrajudiciais ou administrativas que acarretem desocupação ou remoção forçada coletiva em imóvel privado ou público, urbano ou rural, a serem observados após 30 de junho de 2022, e altera a Lei nº 13.465, de 11 de julho de 2017.
Pelo PL, a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios deverão implementar programas visando a assegurar o direito à moradia adequada às pessoas alcançadas pelas medidas de suspensão de desocupações e remoções forçadas em decorrência da Lei nº 14.216, de 07 de outubro de 2021, da ADPF nº 828 e de outras decisões judiciais, priorizando a permanência das populações nos locais em que estão estabelecidas, adotando providências para a regularização de sua situação jurídica no local e garantindo o acesso a todos os serviços essenciais.
A justificativa enfatiza ainda que a Lei nº 14.216/2021, que suspendeu o cumprimento de medidas judiciais, extrajudiciais ou administrativas que resultassem em desocupação ou remoção forçada coletiva, em imóvel privado ou público, exclusivamente urbano, teve seus efeitos prorrogados pelo Supremo Tribunal Federal até o dia 30 de junho de 2022.
O referido PL é uma medida que se impõe para evitar que a crise social e econômica no Brasil, superagravada no desgoverno Bolsonaro, se aprofunde ainda mais, com aumento de pessoas desalojadas e com seus direitos violados. “A Constituição Federal determina que o Congresso Nacional deve zelar pelos direitos do povo brasileiro, destacando a necessidade da mesma ser discutida nas Comissões de Direitos Humanos e Minorias; de Desenvolvimento Urbano; de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; de Seguridade Social e Família; dos Direitos da Pessoa Idosa; dos Direitos das Pessoas com Deficiência etc”, afirma o texto do PL.
Estreou na última quarta-feira, 01/06, o novo programa da deputada federal Luizianne Lins (PT/CE) no seu canal no YouTube: Balanço na Rede. A proposta é ser um programa bem cearense e leve, falando um bom “cearencês”, como afirmou Luizianne no início do programa. O tema desta semana, nos dias 01, 02 e 03/06, sempre às 11h, foi “Viver é melhor que postar”, parafraseando a música de Belchior: “Viver é melhor que sonhar”.
Leonardo Goldberg
Para a deputada, o Balanço na Rede é um programa sobre a vida. “Vamos falar sobre tudo, sobre a vida. A vida é tudo, ninguém pode compartimentá-la”. E lançou a pergunta para espectadores: “Viver é melhor que postar? Postar é viver? Viver é postar?”. Na estreia, foram convidados: o psicanalista e doutor em Psicologia Leonardo Goldberg, autor do livro “O sujeito na era digital: ensaio sobre psicanálise, pandemia e história” (Almedina, 2021); e a artista musical, cantora Vannick Belchior, filha do compositor e cantor cearense Antônio Carlos Belchior, de quem Luizianne é fã.
Luizianne enfatizou que a vida tem que ser vivida da forma mais intensa que as possam vivê-la, que queiram viver. Ainda que, não fosse a tecnologia, o isolamento na pandemia dos últimos dois anos teria sido muito maior. “Mas, por outro lado, não adianta postar o que não se vive, fazer todo um esforço para fazer parecer uma situação em que você não está, ou parecer feliz num momento em que você não está feliz. Ou seja, muitas pessoas fizeram das redes sociais uma máscara. E temos que ter muito cuidado porque essa máscara pode estar camuflando a própria vida. E a vida precisa ser intensamente vivida”, assinala, acrescentando que é necessário postar, mas postar a realidade. “É isto que a gente quer: cada vez mais verdade, mesmo na era digital, mesmo com as novas tecnologias”.
A parlamentar e ex-prefeita de Fortaleza destacou ainda que o Balanço na Rede também contará com conversas sobre a conjuntura política, pois, segundo ela, 2022 vai ser um ano eleitoral muito desafiador. “Estamos vivendo um momento de muitas trevas no Brasil e, no Balanço na Rede, nós vamos tentar trazer luz, jogar bastante luz sobre as coisas boas. Discutir também os problemas pelos quais o nosso país passa”.
Ao ser provocado por Luizianne sobre o fato da pandemia atual teve um diferencial fundamental que são as conexões digitais – “em outras pandemias nós não tínhamos a potência das novas tecnologias, uma avalanche de redes e plataformas digitais” – Goldberg comentou que a postagem é um clique, um enquadramento, como a fotografia, que congela o tempo. O problema, na sua avaliação, é ficar fixado só na postagem. “Hoje, é muito difícil em diferenciar a postagem da vida, ainda mais em tempos de pandemia. Tivemos uma aceleração do tempo em relação à tecnologia”, disse.
Em seus estudos, ele estabeleceu três categorias de quem lida com a tecnologia: alguns ficam muito pessimistas, que a tecnologia traz uma queda, até um pecado; alguns muito otimista, sem nenhuma pré-reflexão; e uma terceira categoria de viver e pensar a tecnologia como algo que não contém uma moral imanente, ela tem um mau uso e um bom uso. “Nenhuma pandemia se compara com a que tivemos agora, apesar da história ser uma história de pandemias. O diferencial da atual é a tecnologia”, complementou
Luizianne ressaltou ainda que o paradigma da atualidade foi e ainda é a Internet, que se popularizou em meados dos anos 1990. “A primeira experiência do Youtube foi em 2005. Então, é muito recente e não imaginamos viver sem Youtube hoje em dia. E daí se multiplicam os aplicativos, redes, os filtros. O excesso de filtros, por exemplo, pode ter por trás uma insegurança de como você encara o mundo e de que como este encara você”, afirmou.
A parlamentar informou que seu mandato está apresentando um PL na Câmara para que as escolas tenham uma disciplina obrigatória de leitura crítica das redes sociais e das mídias digitais, para que as pessoas entendam o que estar por trás e possam usar da melhor forma. Porque tem muita coisa boa, mas também tem muita coisa ruim. “Também não podemos ter uma dependência. Percebemos em especial nos nascidos na era digital que há muita ansiedade acarretado pela participação em uma multiplicidade de redes disponíveis”, disse.
Como uma homenagem a Belchior, Luizianne convidou também para estreia do seus programa a filha do cantor e compositor cearense, a cantora Vannick Belchior. Ela rememorou um dos aniversários de Fortaleza, na gestão de Luizianne prefeita, em 2007, quando Belchior, seu pai, fez um grande show. “Eu estava no camarim com ele e eu comecei a entender, ainda criança, que eu teria boa parte da minha vida na música. Meu pai pediu pra eu cantar pra ele, foi lindo”, contou. A deputada firmou que tem muito orgulho de dizer que aquele foi o último grande show de Belchior com presença de grande público. Depois, ele fez pequenos shows, mas já estava mais recluso. “Foi muito emocionante”.
Para Vannick, de fato, e com certeza. viver é melhor que postar. “Muito embora, hoje, sejamos um pouco reféns das redes sociais e das tecnologias porque elas são uma faca de dois gumes: elas aproximam quem está distante, auxiliam no conhecimento. Para quem tem acesso, é absolutamente formidável, ainda que, muitas vezes, ela nos tire do momento presente, que se a gente estive realmente vivendo seria muito melhor do que expor para as outras pessoas. Ainda sou à moda antiga, gosto de viver, de sentir de verdade”, enfatizou a cantora, que cantou ao vivo “Como os nossos pais”, para encerrar a estreia do Balanço na Rede.
Assista aqui o programa de estreia na íntegra. Se ainda não inscrito, inscreva-se no canal @luiziannelinsPT e ative o sininho para receber todas as notificações: