
Em entrevista ao jornalista Joaquim de Carvalho, do canal DCM, na última terça (9/6), a deputada federal Luizianne Lins (PT/CE) denunciou a tentativa do governo federal em manipular dados sobre a Covid-19.
A afirmação decorre das diversas mudanças do desgoverno federal na forma de divulgação dos dados sobre a pandemia. “Primeiro eles retardam o horário de divulgação, depois mudam a classificação dos dados e, por último, tiram do ar o site que contabiliza casos e mortes”, explicou Luizianne. Para ela, há uma tentativa clara de produção de uma nova fake news sobre a situação da pandemia no Brasil, com falseamento da realidade e subnotificação de casos.
A deputada também ressaltou a irresponsabilidade e falta de iniciativa do desgoverno Bolsonaro no gerenciamento da pandemia. Para demonstrar o descaso, a parlamentar expôs dados levantados pelo médico Arthur Chioro, ex-ministro da saúde. Segundo o levantamento, dos R$ 29,5 bilhões prometidos aos estados e municípios para conter a doença, só foram transferidos até agora pelo Governo Federal R$ 8,5 bilhões. Dos 4,2 milhões de testes, só foram realizados 10 milhões e, dos 14.100 respiradores, foram entregues apenas 1.612. “Dos três mil leitos de UTI, só entregaram 540. O desgoverno não quer testar a população porque não querem assumir a quantidade real de infectados”, avaliou.
Luizianne falou ainda sobre os crimes do atual presidente que podem levar ao impeachment.
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Fernanda Melchionna (PSOL), que prorroga por um ano auxílio emergencial para beneficiários que sejam provedores de famílias monoparentais e inscritos no Cadastro Único.
A deputada federal Luizianne Lins, juntamente outros deputados petistas, Maria do Rosário e Rui Falcão (PT-SP), apresentou na Câmara o Projeto de Lei (PL 2854/2020), que impede a monetização (obtenção de receita) de sites e canais na Internet que disseminem notícias falsas (fake news) ou sem comprovação científica (aceitos pelos SUS e OMS) sobre tratamento de saúde relativa à Covid-19. O PL também prevê o impedimento de receita para canais que disseminem discursos de ódio e preconceito. A proposta também estende a mesma proibição a sítios eletrônicos ou aplicações na Internet que façam apologia à ditadura militar ou que defendam o fechamento ou extinção de qualquer poder da República.