Luizanne repudia aprovação do PL do saneamento pelo Congresso

Em pronunciamento realizado na última quinta (25/6), a deputada federal Luizianne Lins (PT/CE) repudiou a aprovação do PL 4162/2019 pelo Senado, que, na prática, significa a privatização dos serviços de saneamento básico, o que pode aumentar o custo do serviço de abastecimento de água para o usuário.

Com a privatização, empresas privadas comandarão o abastecimento de água e o saneamento básico, colocando o lucro acima do interesse público. Nesse sentido, cidades pobres, especialmente as do Nordeste, podem ficar desabastecidas, particularmente, as que têm escassez hídrica.

Dessa forma, o PL acaba com um sistema construído ao longo de décadas, em que as empresas estaduais de saneamento combinam renda de sistemas superavitários  com deficitários, garantindo o abastecimento de água e serviços de esgotos principalmente em cidades pequenas por intermédio do subsídio cruzado. A arrecadação de Fortaleza, por exemplo, compensa a baixa arrecadação em municípios mais pobres, a exemplo de Choró, Salitre, Ererê e outros.

O significado das Privatizações é a transferência de elementos da soberania nacional para o setor privado e, em boa parte, setores internacionais. O Brasil é o segundo maior processo de privatização do mundo com a transferência de 15% do PIB do setor público para o privado (US$ 250 bilhões). O que significa enriquecimento de determinadas famílias e grupos estrangeiros sem contrapartida de geração de mais emprego.

Água não é mercadoria!

 

Luizianne denuncia que 10 milhões de trabalhadores ficaram sem remuneração em maio

A deputada federal Luizianne Lins (PT/CE) denunciou nessa quinta (25/6), no Plenário da Câmara, que 10 milhões de trabalhadores ficaram sem rendimentos, em maio, devido à pandemia da Covid-19 (dados do IBGE). Enquanto isso, o desgoverno de Bolsonaro segue a sua política de gerar o caos, sancionando no limite projetos de lei em benefício do povo brasileiro; demorando a pagar o auxílio aos beneficiados e vetando a ampliação do benefício a categorias aprovadas pelo Congresso Nacional.

Cálculo de especialistas e da própria Câmara apontaram, no início da pandemia, que  100 milhões de pessoas estariam aptas a receber o benefício, porém o governo do caos está pagando o apenas a 64,1 milhões de quem tem direito ao auxílio.

Para agravar mais o quadro, quem já está recebendo ainda conta com atrasos e com péssima logística de acesso aos valores. A situação ganhou contornos graves nesta semana, quando o presidente fake news Jair Bolsonaro disse, em entrevista, que não garantiria a continuidade do benefício sem redução do valor.

Durante o pronunciamento, Luizianne também cobrou que o Congresso analise os vetos de Bolsonaro e faça valer o auxílio emergencial às categorias já aprovadas pelo Congresso.

Luizianne defende manutenção do auxílio emergencial

🚩 Luizianne (PT/CE) defende nessa quarta (24/6), no plenário da Câmara, Auxílio Emergencial após Bolsonaro propor valor menor para as próximas parcelas. PT defende prorrogar o benefício por mais um ano.✊🏽

Educação

  • Educação e desenvolvimento como focos da política pública para o setor, pois sem educação, não alcançaremos o desenvolvimento.
  • Qualidade do ensino e a transformação permanente dos indicadores educacionais.
  • Reconhecimento da preservação do instrumento de financiamento da educação, o FUNDEB.
  • Melhorias nas estruturas físicas das escolas, com espaços de lazer, bibliotecas e salas de informática
  • Melhoria na alimentação escolar.
  • Transporte escolar com segurança, fardamento completo e atenção integral às crianças em atendimento nas creches.
  • Universalização das creches como meta.
  • Valorização do magistério e formação permanente das professoras e professores.

Live da Lôra | Luizianne entrevista a antropóloga Débora Diniz

deborah dinis

A antropóloga, pesquisadora e professora da UnB Débora Diniz foi a convidada da live desta semana. Após ameaças persistentes a ela e à sua família, Débora teve que deixar o Brasil há dois anos. À época, a professora já transitava apenas com escolta policial. “Eu não aceito o termo autoexílio, porque isso devolve a mim a responsabilidade de identificar e punir meus agressores. Eu me descrevo como desterrada”, comentou a professora.

Temas como fake news, gabinete do ódio e milícias virtuais permearam a conversa, que abordou ainda saúde mental, cinema e fotografia, áreas pelas quais Luizianne e Débora transitam e utilizam como espaços de luta e resistência.

Débora lembrou a militância antimanicomial e detalhou algumas pesquisas realizadas com unidades socioeducativas e em hospitais psiquiátricos. Sobre a pandemia, a antropóloga ressaltou a vulnerabilidade de mulheres pobres e negras durante a pandemia, mais expostas ao machismo e à violência.

Durante a conversa, Luizianne lembrou a perseguição sofrida pela também professora universitária e blogueira feminista Lola Aronovich, que dá nome a uma lei de sua autoria.