Luizianne: Auxílio Brasil de Bolsonaro é uma farsa

A deputada federal Luizianne Lins (PT/CE) tem alertado a população para a farsa que é o Auxílio Brasil, criado por Bolsonaro com fins eminentemente eleitoreiros. “Só lembrando que o Auxílio Brasil, que Bolsonaro criou quando destruiu o Bolsa Família, programa permanente, só vai durar até o fim de 2022. Ou seja, o governo não sabe se vai continuar dando o benefício”, assinalou Luizianne, em suas redes sociais da Internet. Além disso, cerca de 1,3 milhão de pessoas que mais precisam do poder público ainda estão na fila para receber o benefício.

Matéria publicada pela Folha de S. Paulo informa que a estratégia de Bolsonaro, de acabar com o Bolsa Família no fim do ano passado, às vésperas do ano eleitoral, para lançar um programa chamado Auxílio Brasil, não deu certo. Segundo o jornal, dados colhidos pela própria equipe do atual presidente mostram que a taxa de reprovação de Bolsonaro é alta até mesmo entre as pessoas que recebem o benefício. Por isso, é provável que propagandas de tevê e outdoors sejam lançados para tentar melhorar a imagem do programa. Como o brasileiro não é bobo, porém, a tentativa dificilmente vai funcionar.

E o motivo é simples. O Auxílio Brasil foi uma tentativa de maquiar uma das maiores maldades cometidas pelo governo Bolsonaro: a exclusão de quase 26 milhões de famílias, que foram abandonadas pelo seu governo no momento em que mais precisavam, quando o país ainda enfrenta a pandemia de Covid-19, o desemprego está nas alturas e a inflação fez o preço da cesta básica subir mais de 20% nos últimos 12 meses.

O Partido dos Trabalhadores avisou desde o começo que Bolsonaro estava fazendo a maior exclusão social da história ao acabar, de uma só vez, não só com o Bolsa Família, mas também com o Auxílio Emergencial. Não custa, no entanto, lembrar dos erros criminosos cometidos por Bolsonaro ao lançar seu programa.

Até outubro do ano passado, 43,9 milhões de famílias recebiam ajuda contra a fome – 39,3 milhões recebiam o Auxílio Emergencial (sendo que, dessas, 10 milhões eram oriundas do Bolsa Família) e 4,6 milhões permaneciam no Bolsa Família, porque seus benefícios eram maiores que o máximo pago pelo Auxílio Emergencial em 2021 (R$ 375).

Em novembro, os dois programas foram extintos e substituídos pelo Auxílio Brasil, que começou atendendo 14,5 milhões, basicamente o número de beneficiados do Bolsa Família. Depois, Bolsonaro incluiu as famílias que ele havia deixado por anos na fila de espera, ampliando os atendidos para 17 milhões. Mesmo assim, quase 26 milhões continuaram sem apoio.

E Bolsonaro fez isso sem que seu governo tivesse feito qualquer tipo de estudo sobre a situação da população. Foi uma medida tomada completamente às cegas, sem saber quantas famílias ainda precisavam de ajuda para não passar fome. O governo chegou ao ponto de se basear em dados de 11 anos atrás.

Para piorar, as 26 milhões de famílias excluídas ainda foram enganadas por Bolsonaro, que disse a elas que, se continuassem precisando de ajuda, deveriam se inscrever no Cadastro Único. 

Então, as famílias excluídas, que já haviam se inscrito no aplicativo do Auxílio Emergencial, tiveram o trabalho de se inscrever também no Cadastro único. Porém, fizeram isso em vão, uma vez que o governo, depois de receber as primeiras inscrições, avisou que elas não seriam “incluídas imediatamente” porque o Auxílio Brasil não conta com “disponibilidade orçamentária”.

A população percebe que Bolsonaro nunca se esforçou em realmente ajudar os mais pobres. Quando o Auxílio Emergencial foi criado, em 2020, o governo propôs incialmente um valor de R$ 200. Foi o Congresso Nacional quem instituiu os R$ 600 e para 60 milhões de pessoas. Depois, Bolsonaro foi reduzindo tanto o número de beneficiários quanto o valor do auxílio, e chegou a parar de pagá-lo no começo de 2021.

Quando lançou o Auxílio Brasil, Bolsonaro tentou dizer que os R$ 400 era mais do que o Bolsa Família pagava. Mas a população sabe que o Bolsa Família foi criado em outra época e que as necessidades de hoje são outras. E sabe que, no fim das contas, o que Bolsonaro fez foi reduzir o valor do Auxílio Emergencial, que começou com R$ 600.

Tudo isso mostra que Bolsonaro nunca se preocupou em achar uma solução real para o problema da fome no Brasil. Agiu apenas de forma eleitoreira. E isso ficou claro para todo mundo, até para quem hoje recebe o Auxílio Brasil.

Com informações do PT Nacional.

Comente e participe!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s