“Não nos aquietaremos até que todas sejamos livres”, afirma Luizianne sobre violência contra a mulher

Tendo em vista o caso das agressões sofridas, em Fortaleza, por Pamella Soares por parte o ex-companheiro, Iverson Araújo (DJ Ivis), em vídeo que viralizou na Internet, a deputada Luizianne Lins (PT) gravou vídeo enfatizando a gravidade dos casos de violência doméstica de gênero no Brasil e sobre os atuação da bancada feminina na Câmara em relação à temática. Luizianne também deu entrevista à TV Diário, em Fortaleza, sobre o assunto.

“Essa é uma pauta muito cara pra nós, somos 25 mulheres sofrendo violência doméstica por minuto; 1 a cada 4 mulheres já sofreu algum tipo de violência, no Brasil. As relações de poder e desigualdades de gênero são fortemente marcadas pelo machismo que herdamos do patriarcado e nos traz feridas profundas”, assinalou a deputada.

Segundo ela, no Congresso Nacional, a bancada feminina tem se debruçado de forma mais efetiva sobre o tema, “mas ainda somos poucas inteiramente alinhadas às pautas feministas”. “Temos conseguido espaços institucionais importantes, como a Comissão da Mulher na Câmara, Secretaria da Mulher, Procuradorias na Câmara e no Senado, e a Comissão Parlamentar Mista de Combate à Violência contra a Mulher, da qual sou relatora desde sua criação, em 2015”.

Luizianne destacou algumas vitórias no Parlamento, como a Lei Lola, de sua autoria, que determina que os crimes de misoginia cometido contra mulheres nas redes sejam investigados pela Polícia Federal. “A internet, infelizmente, passou a ser um espaço de violência também”, afirmou, complementando que, durante a pandemia, também foi aprovado um projeto de várias parlamentares com ações de atendimento às mulheres vítimas de violência.

“Precisamos defender a Lei Maria da Penha, resgatar as políticas públicas desmontadas no atual governo, reestruturar as redes de atendimento às mulheres e enfrentamento à violência. Acolher e proteger as mulheres, trabalhar a educação e transformação cultural de nossos valores e respeito na sociedade, punir os agressores e eliminar o machismo!”, salientou.

A deputada manifestou ainda total solidariedade a Pamella: “Não nos aquietaremos até que todas sejamos livres!”

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