Luizianne afirma que justiça fecha cerco contra bolsonaristas responsáveis por fake news

Parlamentares integrantes da CPMI das Fake News afirmaram nesta quinta-feira (17), que a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes pode desbaratar a quadrilha mentora e disseminadora de fake news ligada ao presidente Jair Bolsonaro, seus filhos, e aliados bolsonaristas. O ministro autorizou a Polícia Federal a acessar informações de investigação realizada pelo Facebook sobre perfis falsos.

Na semana passada, a plataforma informou que redes de contas e registros falsos com ligação ao clã Bolsonaro foram derrubados. No total, foram removidas 38 contas no Instagram, 35 contas, 14 páginas e 1 grupo no Facebook.

Investigação do Facebook

A deputada Luizianne Lins (PT-CE) destacou a decisão do ministro do STF e classificou de “importantíssima” a inciativa do Facebook de banir páginas disseminadoras de mentiras e ódio.

“Nós achamos muito importante essa decisão do ministro Alexandre de Moraes, mas nós precisamos ver que foi uma decisão importantíssima do Facebook, até porque também vem sofrendo boicote de grandes empresas mundiais que pararam de anunciar, exatamente pelos critérios de propagação de informações não verificadas. Isso realmente precisa ser comemorado”, observou a deputada.

Luizianne disse que o Facebook derrubou redes e páginas em outros países. Ela citou a Ucrânia que teve 72 contas e 35 páginas do facebook suspensas, todas suspeitas. Nos EUA foram 54 perfis e 50 páginas de Facebook derrubadas. Segundo a deputada, isso aconteceu no Brasil, Canadá e Equador.

De acordo com a parlamentar cearense, vários perfis foram identificados pelo facebook como “comportamento inautêntico coordenado”. Ou seja, “os velhos robôs do gabinete do ódio”.

“Isso deixa muito claro que não foi a Luizianne do PT, não foi Lídice da Mata, relatora da CPMI, não foi ação de nenhuma instituição brasileira. Foi a própria empresa Facebook que constatou essas redes, inclusive a do Brasil ligada ao Tercio Arnaud que se aproximou de Jair Bolsonaro durante a campanha e hoje trabalha no Palácio do Planalto”, alertou.

Na opinião de Luizianne Lins, com essa decisão – e a partir do momento em que todas as investigações virem a público -, a população vai saber a localização, a alimentação e a produção de conteúdo para o “gabinete do ódio”. “Eu acho que eles estão percebendo que a sociedade brasileira está de olho e começa a gerar uma grande desconfiança das publicações de qualquer um da família Bolsonaro”, constatou a petista.

Foto: Gustavo Bezerra/Arquivo

TSE

Para a deputada, tudo isso se caracteriza em provas substanciais para que o Tribunal Superior Eleitoral dê prosseguimento nos pedidos de cassação da chapa Bolsonaro e Mourão. “O próximo passo é a gente lutar junto ao TSE para que esse tribunal casse a chapa Bolsonaro/Mourão exatamente por ser uma chapa baseada na mentira, nas fake news, em sistemas criminosos de divulgação de informações falsas”, defendeu Luizianne.

Assessores

“Nós da CPMI das Fake News sempre afirmamos que as investigações apontavam para a existência de uma organização criminosa que, além de financiamento empresarial, tinha também seus tentáculos no poder público. Ou seja, eles fizeram uso, por exemplo, da nomeação de assessores de Bolsonaro, de parlamentares bolsonaristas para manter pessoas trabalhando nessa rede, nessa organização criminosa”, denunciou a deputada Natália Bonavides (PT-RN).

A deputada lembrou também que o inquérito das fake news – em andamento no STF – também apontava para a existência dessa ocorrência que, segundo ela, está relacionada ao “gabinete do ódio” instalado na própria Presidência da República.

“É preciso desmontar essa organização que está em curso hoje no Brasil e a gente precisa que as instituições realmente se empenhem nas investigações para que isso aconteça”, frisou Natália Bonavides.

A parlamentar potiguar avalia ainda que as informações que serão colhidas pela PF podem contribuir com os trabalhos da CPMI. “Então, quando o Facebook faz o bloqueio de páginas e identifica como administradores dessas páginas, exatamente pessoas ligadas a parlamentares bolsonaristas e a própria Presidência da República, traz um fato importante, porque isso permite acrescentar às provas que a CPMI já tinha recolhido”, explicou Natália Bonavides, ao informar que a comissão já apresentou requerimentos para ter acesso a essas informações.

Gabinete do ódio

Líder da Minoria no Congresso Nacional e integrante da comissão, o deputado Carlos Zarattini (PT-SP) avaliou como “fundamental” a decisão de Alexandre de Moraes. Conforme o parlamentar, essa ação do STF vai contribuir para dar prosseguimento às investigações sobre o chamado “gabinete do ódio”.

“Na verdade é uma articulação de blogueiros incentivada pelo bolsonarismo, em particular pelos filhos do presidente da República, no sentido de atacar os seus adversários, os seus inimigos políticos, enfim, de tentar jogar com a desmoralização contra qualquer um que se opõe a esse governo”, descreveu Zarattini, sobre o núcleo instalado no terceiro andar do Palácio do Planalto.

As informações revelam que pelo menos cinco pessoas defensoras de Jair Bolsonaro estavam à frente da rede bloqueada. Essa rede era usada para atacar adversários do presidente e disseminar informações falsas. Um desses assessores é Tercio Arnaud Thomaz, assessor especial do presidente e integra o “gabinete de ódio”.

“É um gabinete que é financiado por verbas públicas – e mais do que isso – é um tipo de política criminosa porque é baseada na calúnia, na difamação. É necessário acabar com o ‘gabinete do ódio’, é necessário tomar providências. Nós da CPI, assim que reiniciarmos, vamos prosseguir na investigação desse caso”, adiantou Carlos Zarattini.

Foto: Gustavo Bezerra

Por Benildes Rodrigues – PT Na Câmara (https://bit.ly/2OtAsei)

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