Universidade Pública não se vende, se defende!

A política neoliberal encara a educação não como uma promessa, mas como uma ameaça. O receituário errático de cortes nos investimentos, associado a falsas notícias de que as Universidades nada produzem, ganha contornos não imagináveis e se repente da forma mais cruel, asfixiando o saber, a ciência, a tecnologia e um projeto de Nação autônomo e soberano. A destruição das Universidades Públicas, Gratuitas, Autônomas e de Qualidade representada no ensino, pesquisa e extensão,significa também o desmantelamento de hospitais universitários que atendem a população mais pobre, o desprezo ao quadro de servidores e professoresqualificados, o desrespeito ao estudante que ingressa por meio de um exame nacional e o fim de um portfólio detentor das mais importantes patentes para o desenvolvimento nacional.

As Universidades Públicas Federais, incluiu nos últimos anos, as classes D e E da desigual pirâmide social brasileira reparando uma injustiça histórica, dando sentidoe equilíbrio a sua existência, rompendo com a estrutura dameritocracia de poder e democratizando o acesso. Das 20 Universidades que mais produzem pesquisa e desenvolvimento no Brasil, 15 são federais e todas são públicas. Das 36 Universidades brasileiras classificadas entre as melhores do mundo, 32 são públicas. O descolamento das Universidades Públicas das demandas financeiras e do lucro fácil e rápido do mercado atesta que as mesmas não atendem a grupos econômicos e nem aos seus interesses e sim a sociedade e a necessidade de maior inclusão social e tecnologia.

As Universidades Federais estão praticamente com os mesmos orçamentos desde 2016, com a implementação insana da PEC 95 que congelou os investimentos em áreas sociais como saúde e educação e liberou o pagamento de juros e amortizações ao capital financeiro por vinte anos. Em 2019 a tentativa de desmonte continua e as Universidades sofrem ainda mais com o anúncio de cortes e contingenciamento da ordem de 30%, inviabilizando instituições que formam os grandes profissionais do mercado, atuam dentro da sociedade através de projetos de extensão e são responsáveis pela gestação e desenvolvimento de grandes inventos importantes para a soberania nacional.

Nesse sentido fizemos um decreto legislativo com o objetivo de suspender o corte, em média, de 30% dos recursos destinados as Instituições Públicas Federais, entendemos que tais cortes inviabilizam a ciência e um país sem ciência é um país sem cabeça. Do mesmo modo lutaremos para que a consulta a comunidade universitária da UFC seja respeitada e que os professores Custódio e Davi possam assumir como Reitor e vice dessa renomada, premiada e importante instituição no desenvolvimento econômico do Nordeste e, em especial, do Ceará.

Portanto, vamos nos manter em mobilização! É hora de mostrar a nossa força!

#EUDEFENDOAEDUCAÇÃO.  

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