A Antirreforma

Há três anos tramita no Congresso uma proposta de Reforma do Ensino Médio (EM). Tramitou nas comissões, não representou consenso, mas estava pronta para ser votada e alterada. Porém, ela foi ignorada pelo atual governo, que publicou uma Medida Provisória (MP 746) com outro texto. Não houve debate em nenhuma instância e as medidas de caráter antidemocrático foram alvos de dois mandatos de segurança junto ao STF.

Pela MP, a carga horária mínima passa a ser de 1.400 horas em quatro anos, ao invés de 800 horas. O tempo integral não está universalizado nem na educação infantil e nem na fundamental. Como os governos estaduais vão implementar isso em tão pouco tempo? Outra infeliz novidade é a exclusão da obrigatoriedade das disciplinas de Sociologia, Filosofia, Artes, Educação Física e Língua Espanhola.

A MP traz ainda a possibilidade de o jovem fazer parte do ensino técnico profissionalizante na grade do EM, abrindo espaço para parcerias. Seria o Fies do EM? Onde a flexibilização levaria estudantes de baixa renda a seguirem para o mercado de trabalho e a classe média e alta para o Enem?

Propus 25 emendas ao texto, sobre: retorno das disciplinas retiradas; tempo e progressividade da implementação das mudanças; conceituação do notório saber e forma de contratação não precarizada; transferência de recursos, fomento e valor por aluno; carga horária mínima, compatibilidade com o Plano Nacional de Educação, dentre outras.

Protestos das juventudes se espalham pelo País. Um coro contra a MP 746 e a Pec 55. Nos somamos a esses descontentes. Contra a elitização do ensino médio. Pelo ensino de qualidade. Por um Brasil para todas e todos.

Luizianne Lins – Deputada Federal

*Artigo publicado originalmente no jornal Diário do Nordeste, dia 10/11/2016 (http://migre.me/vsOQv)

 

Trump do fim do mundo

A maioria silenciosa americana elegeu Donald Trump o 45º Presidente Americano. Dono de uma fortuna herdada, o bilionário se destaca no ramo de hotéis e resorts. Pretenciosamente, ensina o americano comum a arte de fazer dinheiro em seus livros… “A arte da negociação” e “Como ficar rico”, esquecendo obviamente que o pré-requesito fundamental para ser rico é reproduzir de forma ampliada o capital, opção inacessível ao trabalhador. O que esperar de uma gestão empresarial na Casa Branca? Os EUA estão prontos para se transformar numa imobiliária?

Suas declarações desastrosas não se restringem a recente campanha. Em 2013 questionou a cidadania de Obama, na campanha insinuou que Hilary participou de um debate sob efeitos de drogas. Demonstra ignorância científica por não reconhecer o aquecimento global e quer construir um muro na fronteira com México, desconhecendo, com discurso anti-imigração, que os americanos são considerados os melhores anfitriões mundiais. O desrespeito ao povo mexicano…, “que só envia droga e estupradores pros EUA”…, beira a irracionalidade visto que a mão-de-obra do NATFA explorada por EUA e Canadá, é mexicana. Os americanos estão prontos para serem explorados no subemprego?

Há quem diga que a vitória de Trump é o ápice da mediocridade e que o nacionalismo exagerado com traços de racismo, misogia, lgbtfobia, bélico e xenófobo é mais que um triunfo da direita conservadora. O que aconteceu na Europa e na América Latina agora chega ao centro do poder, aliás a história se repete enquanto tragédia, esse filme é reprise, quem não lembra de outro ator presidente, Ronald Reagen. Reagen, ansioso em impulsionar a indústria de armamentos, sugeriu que a ficção de guerra nas estrelas pudesse ser real.

A linha sucessória de Obama pode estar pagando caro pela crise mundial que retirou 9 milhões de empregos dos americanos, o eleitor de Trump se deixou levar por soluções simplistas de políticas baseadas em preconceitos e diagnósticos equivocados. Um conjunto de posições superficiais que quer resolver os problemas banindo os mulçumanos e taxando os produtos chineses em 40%. O trocadilho apregoado de que 9/11 nos EUA e assemelha ao 11/09 não deveria ser levado na brincadeira, o amanhã não será o mesmo.

Luizianne Lins
Deputada Federal

Direitos da Mulher – PL proposto por Luizianne é aprovado por unanimidade

 

luizianne-comissao

Proposição altera a Lei 10.446/2002, atribuindo expressamente à Polícia Federal competência para investigar crimes praticados pela internet que difundam conteúdo misógino

Foi aprovado por unanimidade, nesta terça-feira (08/11), na Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, projeto de lei de autoria da deputada Luizianne que atribui expressamente à Polícia Federal competência para investigar crimes praticados por meio da Internet que difundam conteúdo discriminatório ou propaguem ódio às mulheres.

O PL 4614/2016 foi inspirado na experiência da blogueira feminista e professora Lola Arnovich, cuja página foi clonada por criminosos que passaram a difundir conteúdo que incitava o ódio a vários grupos e indivíduos. A deputada Luizianne destacou seu agradecimento à deputada Ana Perugini (PT/SP) pela “sensibilidade” no parecer apresentado.

Acompanhe o trâmite em: http://bit.ly/2e9nm1h.

Luizianne participa de encontro com Lula

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A deputada Luizianne Lins participou nesta segunda-feira (07/11) de encontro com o ex-presidente Lula. O evento, ocorrido em São Paulo, reuniu os 45 deputados e deputadas da bancada do Partido dos Trabalhadores (PT) na Câmara Federal. O foco foi o debate sobre a atual conjuntura nacional.

Na ocasião, Luizianne entregou a Lula uma Moção de Solidariedade a ele, assinada pelos participantes do Seminário de Vereadores(as) e Prefeitos(as) eleitos do PT no Ceará, que foi realizado no último sábado, em Fortaleza. O seminário foi uma promoção da deputada, do senador José Pimentel e do deputado estadual Elmano de Freitas.

Lula recebeu ainda uma publicação feita em sua defesa e homenagem, também assinada por Luizianne, Pimentel e Elmano.

 

Pelo direito à cidade

A agressão contra moradores da Vila Vicentina é mais um capítulo do terror econômico dirigido contra as populações mais carentes em Fortaleza. Construída na década de 30, para abrigar pessoas necessitadas, a área se tornou uma das mais valorizadas da cidade e virou alvo da cobiça do mercado imobiliário. Quantos patrimônios teremos ainda que perder para abrigar espigões?

Em nosso governo, o Plano Diretor Participativo de 2009 estabeleceu a área da Vila Vicentina como uma Zona Especial de Interesse Social (Zeis), tipo 1 – território destinado prioritariamente à regularização urbanística e fundiária dos assentamentos habitacionais de baixa renda.

A demarcação das Zeis representa uma conquista social de amplo alcance e um amparo legal contra a especulação imobiliária, entretanto, aplicar a lei que preconize justiça social e direito à cidade, num contexto excludente e de especulação, exige compromisso e democracia. É dever de todas e todos exigir respeito às conquistas sociais e cumprimento da legislação pelos poderes constituídos. O que está acontecendo na Vila Vicentina é a expressão atual da luta de classe urbana.

Realizamos um Plano Diretor com participação da sociedade visando à construção de uma cidade mais justa, includente e sem violência. Sob o manto do Estatuto da Cidade e com horizonte no fim do déficit habitacional, a reforma urbana poderá tornar nossa cidade um lugar melhor para se viver.

Artigo da deputada Luizianne Lins publicado no sábado, 5/11, no jornal O Povo (http://migre.me/vr368)