Luizianne pede esclarecimentos sobre o Bolsa Família

Luizianne Lins foto.jpgDeputada enviou ofício ao Ministério do Desenvolvimento Agrário, diante das diferentes notícias veiculadas a respeito de mudanças no programa

Nos anos de governo petista no Brasil, o programa Bolsa Família aumentou de 3,6 milhões de pessoas beneficiadas, em 2003, para 14 milhões, em 2015. A evolução fez com que o Brasil saísse do Mapa da Fome da ONU (2014) e reduziu em 82,1% o número de pessoas subalimentadas. Além disso, o Banco Mundial recomendou o aumento dos recursos e número de famílias do programa para 2017.

Ultimamente, informações veiculadas nos meios de comunicação apontam diferentes versões a respeito do que o Governo Temer planeja para o programa. A fim de obter esclarecimentos sobre o assunto, a deputada federal Luizianne Lins (PT/CE) enviou ofício ao ministro do Desenvolvimento Social e Agrário, Osmar Terra. “Precisamos saber oficialmente as intenções do governo em relação ao programa, tendo em vista o impacto que ele tem na vida de milhões de brasileiros e brasileiras”, destaca Luizianne.

As notícias divulgadas na grande mídia apontam para um verdadeiro disse-não-disse sobre os rumos do programa, com declarações infelizes de autoridades do Governo Temer. Luizianne já havia denunciado os cortes no Sistema Único de Assistência Social (Suas), que já traz impacto na vida da população mais vulnerável. Agora, o MDA está em transição, o que traz mais apreensão sobre as possíveis restritividades no programa.

Luizianne ressalta que modelos de programas nesses moldes são aplicados em diversos países, garantindo renda de cidadania para a população mais pobre e que vive próximo à linha de miséria. “O Bolsa Família provocou maior equilíbrio e reduziu disparidades no País. É um modelo comprovadamente eficaz. Esse debate precisa ser feito no parlamento e chegar até a sociedade”, afirma.

Estudos publicados no livro “Vozes do Bolsa Família” (editora Unesp) comprovam que o Bolsa Família contribuiu para o enfraquecimento do coronelismo, principalmente no Nordeste, e rompeu a cultura da resignação, provocando verdadeiras transformações na vida de cidadãs detentoras do cartão do benefício.

 

Vai Ser Bom

Lula nos braços do povo. São Bernardo. 7/4/18

crédito: Francisco Proner

Por Waldemir Catanho*

Com Lula preso o Brasil vai finalmente deslanchar. E não é só a corrupção que vai se acabar.

Vai ser bom porque o salário mínimo vai subir mais e mais e passar a ter um valor decente. É a Petrobras que não terá mais que se preocupar com a exploração do pré-sal, agora entregue às petroleiras estrangeiras.

As universidades públicas também vão se desenvolver mais, pois não serão mais gratuitas e terão sua sustentação garantida com a cobrança de mensalidades aos alunos.

A saúde então, essa seguramente vai melhorar. Vamos devolver para Cuba todos esses médicos que vieram de lá para propagar o comunismo aqui em nossa terra. Vamos poder incrementar o mercado de planos de saúde, inclusive a preços populares e parar de jogar dinheiro fora com o SUS.

O Bolsa família, essa praga que só alimenta a preguiça de quem não quer trabalhar, terá uma redução progressiva e isso certamente vai melhorar a vida nas periferias das grandes cidades e nos municípios pobres do Norte e Nordeste.

Com Lula preso vai ser bom também porque o governo poderá fazer novas reformas trabalhistas, que, embora retirem direitos e renda dos trabalhadores, podem gerar mais empregos. Afinal os patrões vão ganhar mais e gastar menos com os funcionários e sempre é melhor um emprego ruim do que emprego nenhum.

Com Lula preso vai ser bom também para as aposentadorias. Vai poder se fazer uma boa reforma da previdência que vai acabar essa farra de todo mundo começar a trabalhar com 16 anos de idade e se aposentar com 55, 56 anos, depois de apenas 40 anos de trabalho. Com a reforma a gente vai se aposentar só depois dos 75, 78, 80… Não vai ser todo mundo que vai conseguir, mas quem chegar lá vai ter garantido o pagamento de suas aposentadorias e isso vai ser muito bom. E se seu filho ou neto não conseguir se aposentar pelo INSS, daqui a 20 ou 30 anos, isso não será um problema. Tem a opção da previdência privada, cujo mercado vai crescer com a reforma. Certamente eles poderão pagar por essa previdência vendida pelo Bradesco e pelo Itaú.

Outra coisa que é boa é que com Lula preso e sem ser candidato à presidência, ficará mais livre o caminho para a venda da Petrobras, do Banco do Brasil, da Caixa Econômica, dos Correios, da Eletrobras, das nossas hidrelétricas e de nossas terras para estrangeiros. Até aquela base de Alcântara e a Casa da Moeda a gente vai poder vender. Afinal nada disso nos serve muito mesmo. Só serve pra corrupção. Melhor vender para americanos e chineses que sabem lidar melhor com tudo isso, demitindo boa parte dos funcionários dessas empresas. Isso vai ser bom.

A segurança pública, a educação, a cultura, a assistência social, tudo vai melhorar mesmo com menos recursos. Ano passado Temer congelou esses gastos pelos próximos 20 anos para evitar desperdícios. Reduzindo os gastos sociais o governo garante o pagamento ao mercado financeiro dos juros da dívida pública. E isso é bom porque os mercados ficam calmos com os banqueiros garantindo seus lucros e investindo novamente no nosso mercado financeiro para ganhar ainda mais. Lula iria atrapalhar tudo isso só porque ele acha um absurdo esse congelamento. Ele acha que o Brasil precisa gastar mais construindo novas escolas profissionalizantes e universidades públicas. Fazendo casas populares, através do Minha Casa Minha Vida; ou pagando pra jovem pobre estudar no exterior, através do ciência sem fronteiras. Desperdícios. Muito mais vantajoso guardar o dinheiro para o mercado financeiro.

A prisão de Lula também pode resolver de uma vez por todas o problema do campo. Da outra vez que ele foi presidente se começou a gastar muito dinheiro com pequeno produtor rural e com agricultura familiar. Foram gastos bilhões com reforma agrária e isso não foi bom. O bom é investir apenas nos grandes proprietários. Eles é que produzem com qualidade. Não deve existir o pequeno. O pequeno deve vender sua terra e ir trabalhar pro grande. É assim que tudo vai ficar bom.

Direitos humanos! Preocupação com mulheres, LGBTs, negros? Isso tudo é coisa de viado, maconheiro e amigo de bandido. Com a prisão do Lula a gente pode se livrar de tudo isso e isso também vai ser bom!

Pausa. Se você acredita que tudo que está escrito aqui vai realmente ajudar a eliminar a miséria e a desigualdade em nosso país, comemore a decisão do juiz Moro. Você também pode comemorar se acha que o certo é o país ser desigual mesmo, porque, afinal de contas, é tudo uma questão de mérito das pessoas conseguirem viver bem.

Mas se você discorda. Se se indigna com a injustiça e com a desigualdade. Se quer construir uma sociedade em que todos e todas tenham garantidos a dignidade e a liberdade em nosso país, não se abata. Perceba que o que está em jogo é muito mais que a decisão de Moro. Está em jogo que tipo de país você, seus filhos e netos vão ter no futuro.

Nossa luta não tem como não ser longa. Lembre que não se constrói um novo um país e um novo modelo de sociedade em poucos dias. Não se faz isso sem luta, sem sacrifícios, sem resistência. É assim que realmente vamos ter um país bom.

*Waldemir Catanho é jornalista e assessor do Mandato da Deputada Federal Luizianne Lins (PT/CE)

Um processo inteiramente político

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Luizianne no ato do dia 4 em Brasília

“ É muita ingenuidade – ou má fé – entender ou falar que esse processo é puramente jurídico. Ele é inteiramente político, especialmente do ponto de vista dos interesses que estão em jogo. Afastou-se uma presidenta por pedaladas e quem assumiu entregou o pré-sal, reduziu direitos trabalhistas, está encaminhando a privatização de nosso sistema de geração de energia e congelou gastos sociais por 20 anos para favorecer o mercado financeiro. Todas medidas que não foram submetidas ao crivo popular através de eleição. Na verdade assumiu um novo governo, com novo desenho de país, sem que a população sequer entendesse o alcance do que estava acontecendo. Medidas profundas que necessariamente teriam que ser submetidas ao julgamento popular. O processo contra Lula e sua prisão fazem parte desse processo. Ele é líder em todas as pesquisas e por significar a possibilidade de reversão de todas essas medidas, seu processo correu de forma célere. Não é à toa o apoio de praticamente todas as entidades patronais à sua prisão e seu silêncio em relação a casos que envolvem o próprio presidente Temer. Isso é política pura.

Deputada federal Luizianne Lins – PT/CE