ARTIGO: Não vai sobrar nada

Luizianne Lins, deputada federal (PT/CE)

A Reforma Administrativa do atual governo toma como base o difícil cenário fiscal e a elevação dos recursos dispendidos com servidores públicos federais. Estes, por sua vez, reduziriam os investimentos em áreas prioritárias, prejudicando os serviços prestados à população, em especial para as pessoas de menor renda, que precisam mais desses serviços.

O governo esquece de observar os números e divulgar que o déficit fiscal se acentuou desde a saída da ex-presidenta Dilma Rousseff, em 2016, que teve como sequência mais duas retiradas de direitos: a reforma trabalhista e a reforma previdenciária. Do mesmo modo, os dispêndios com os servidores públicos somente refletem a quase reposição da inflação. A despesa com pessoal como percentual do PIB se mantém em torno de 4,5%, há mais de 20 anos. Não custa lembrar que, no Brasil, o número de servidores públicos é muito menor do que na Europa e Estados Unidos.

Na realidade, há uma redução no número de servidores públicos federais, que caiu quase 14% entre 2015-2019, depois do golpe. Em meio a argumentos falaciosos, o governo propõe uma reforma administrativa que permite redução na jornada de trabalho e nos salários (25%), contratação temporária, fisiologismo e perseguição ideológica no estágio probatório, eliminação de benefícios retroativos e fim da estabilidade.

Os impactos para o serviço público e para a sociedade seriam: o abandono e o desestímulo à carreira de servidor público; a precarização das relações de trabalho e redução da qualidade do serviço público.

Isso num contexto de reformas, trabalhista e previdenciária, que já retirou direitos; de reforma tributária, que não contribuirá para uma melhor redistribuição da renda, avanço das privatizações, de inexistência de reforma do sistema financeiro, do não equacionamento da dívida pública e de maiores cortes nos gastos de saúde e educação.

Derrotar o neoliberalismo e o fascismo, causadores do desemprego e de mortes, é tão vital quanto recuperar a capacidade do Estado de pensar estratégias que recoloquem o país nos trilhos do desenvolvimento, cuidem da saúde da população e estabeleçam um projeto de Nação autônoma e soberana.

ARTIGO: Eletrobras e a soberania nacional

Luizianne Lins, deputada federal (PT/CE)

Pensada dentro da estratégia de substituição de importações e de um Projeto Nacional Desenvolvimentista dos anos 1950, a Eletrobras (Centrais Elétricas Brasileiras S.A.) se transformou em um dos tentáculos da autonomia energética do país, responsável por mais de 30% da energia produzida.

A superempresa, atualmente, possui investimentos na América Latina, do Uruguai às Guianas, foi premiada como a melhor do ano mais de 100 vezes nos últimos seis anos, revelando que é uma empresa competitiva, de qualidade e geradora de energia limpa. Aliás, neste quesito, é a quinta do mundo.

Recentemente, a empresa recuperou a lucratividade que, historicamente, sempre teve: são quase R$ 26 bilhões gerados somente nos três últimos anos, mostrando que a momentânea crise foi superada e que a empresa consegue manter mais de 15 mil trabalhadores/as, investir em pesquisa, aumentar a capacidade instalada em megawatts, expandir a rede de transmissão por todo o país e promover o programa Luz para Todos, implantado pelo presidente Lula.

A privatização da Eletrobras trará consequências nefastas ao país e prejudicará a soberania nacional, a universalização da energia, a pesquisa em energia limpa, o controle de preços, a empregabilidade e o meio ambiente. A reedição das negociatas impostas pelo modelo neoliberal, que, ao longo dos anos, nos trouxe mais miséria e menos emprego significará perda do patrimônio nacional, convivência com elevadas tarifas para a população e possíveis desastres ambientais.

A falta de visão de futuro da energia brasileira nos coloca na contramão da história. China, Rússia, Índia e África do Sul, parceiros do BRICS, mantêm a energia de forma estratégica e estatal, além do Canadá, Noruega e Alemanha. Parte dos países da Europa caminha para a reestatização desses serviços pelos motivos mais triviais: o setor privado não conseguiu expandir a rede, não reduziu os preços como prometido e oferece serviços de péssima qualidade.

A Eletrobras é uma holding necessária e essencial para a soberania nacional, para a construção de um projeto de Nação e para o fornecimento de energia mais barata e limpa no Brasil. Atentar contra isso é trair a Constituição democrática e apunhalar, mais uma vez, o povo brasileiro.

Luizianne comemora restauração dos direitos políticos de Lula

Em entrevista ao DCM, no último dia 23, a deputada Luizianne Lins (PT/ CE) comemorou a decisão do STF de anular as condenações injustas do ex-presidente Lula e de devolver seus direitos políticos. “Em meio a tanta dor e notícias ruins, a retomada dos direitos políticos do presidente Lula nos trouxe esperança e estou com o gás de começar de novo; 2022 terá uma conjuntura muito especial”, disse.

Luizianne lamentou o número recorde de vidas perdidas em virtude da pandemia e denunciou a omissão e incompetência do poder central na condução da pandemia. “Enquanto parte do mundo começa a voltar à normalidade, o Brasil está em dos seus momentos piores em função de um desgoverno que não se preparou, que não comprou vacina, que negou a ciência e que nos colocou nas trevas”, avaliou.

A deputada reconheceu todos os esforços da comunidade científica e dos profissionais de saúde que atuam na linha de frente no combate à pandemia. Sobre o sistema de saúde público brasileiro, Luizianne reforçou que o Brasil tem um dos melhores do mundo.

“Nós temos uma referência mundial em vacinação, que é o SUS, pelo fato de ser um sistema acessível a todos os cidadãos, independente de renda, de cor e de classe social ou geração. Temos uma capilaridade e uma capacidade de vacinação maior que a de muitos países, mas, infelizmente, dado a toda a necropolítica construída pelo assassino que é o presidente da República, nós estamos amargando dados que nos envergonham”, refletiu.

Assista: https://bit.ly/3eGsYl1

Luizianne fortalece campanha de solidariedade para superar a fome na pandemia

“Fortaleza vacinada e solidária”. Esse foi o tema do encontro virtual promovido pelo vereador Ronivaldo Maia no último dia 17 e que contou com a participação da deputada Luizianne Lins (PT/CE). A data marcou o lançamento da campanha nacional “PT Solidário”, que mobiliza o país para arrecadar alimentos e amenizar a fome de quem mais precisa.

“ É um momento muito difícil e duro e, exatamente por isso, é importante nos fortalecer e fortalecer iniciativas de solidariedade que garantam o mínimo de dignidade para a existência da maioria das pessoas, que sofre com a fome e o desumano desse desgoverno”, disse a deputada.

Luizianne acrescentou que a pandemia malconduzida pelo atual governo acarretou uma grave crise política e agravou o problema estrutural de desemprego. “Precisamos de um Estado forte, de ciência e pesquisa, ou seja, tudo aquilo que é negado pelo governo obscurantista de Bolsonaro”, reforçou.  

No Ceará, o Partido dos Trabalhadores tem promovido a distribuição de sopão em comunidades carentes e recebido para distribuição doações de roupas, alimentos, produtos de higiene e equipamentos de proteção. O mandato da deputada Luizianne Lins está à frente dessas iniciativas. Quem quiser doar, basta deixar na sede do PT ou ligar para (88) 99284 0376 (Instituto Manuel Braga).

SERVIÇO

Doações para o PT Solidário

Onde: PT/ CE (Av. da Universidade, 2189)

Contato: (88) 992840376 (Instituto Manuel Braga)

ARTIGO: O desemprego como radiografia da sociedade

Luizianne Lins

Deputada federal (PT/CE

Os sombrios impactos da pandemia na economia e no emprego se confirmaram em 2020: queda do PIB de -4,1% e taxa de desemprego de 13,5%.  Em janeiro de 2021, o IBGE contabilizou 14,3 milhões de desempregados no Brasil. A falta de planejamento do governo Bolsonaro para deter a “gripezinha” tornaram mais remoto o cenário de recuperação do mercado de trabalho em 2021.

Os trabalhadores são as maiores vítimas da crise. Fragilizados pela destruição da CLT, desamparados pela reforma da previdência e, agora, acossados pelo desemprego em meio à pandemia de Covid-19. Foram menos 3,9 milhões de trabalhadores com carteira assinada no setor privado, em janeiro de 2021, o que mantém o mercado informal como a principal estratégia de sobrevivência dos trabalhadores. Uma situação social desesperadora, que mostra a fragilidade da vida dos milhões de brasileiros que sobrevivem na informalidade e se expõem à contaminação devido à falta de uma renda mínima assegurada. Milhões de brasileiros expostos àquela morte Severina de que fala o poema de João Cabral de Melo Neto: “(…) de fome um pouco por dia (de fraqueza e de doença, é que a morte Severina ataca em qualquer idade, e até gente não nascida)”.

Nessa conjuntura infernal, as velhas desigualdades foram acentuadas: mulheres, jovens e pessoas pretas foram mais atingidas. As mulheres estão sobrecarregadas com os cuidados familiares: trabalho fundamental, mas ainda não reconhecido pela sociedade. O IBGE estima que, em 2019, as mulheres dedicaram, em média, 21,4 horas semanais aos cuidados de pessoas e afazeres domésticos contra 11 horas dos homens. Essa carga tem aumentado e está associada à discriminação no mercado de trabalho. A PNAD mostra que a ocupação de mulheres de 25 a 49 anos com crianças de até três anos em casa é de 54,6%, enquanto o das que vivem em domicílios sem crianças nessa faixa etária é de 67,2%.

Vale lembrar que, no Brasil, milhões de mulheres ainda ganham apenas 77,7% do rendimento dos homens. Se o melhor indicador de desenvolvimento de uma sociedade é a forma como vivem as mulheres, então, nosso país está atolando no lamaçal do atraso.

Por isso as políticas públicas de proteção à vida e à saúde dos trabalhadores são fundamentais para reduzir as desigualdades e criar oportunidades no mercado de trabalho. Não podemos aceitar o falso dilema “saúde ou trabalho”.  Isso é parte da farsa do governo Bolsonaro para ocultar a combinação de incompetência e crueldade que vem ceifando vidas e ocupações.