[Série: Prefeitura de Fortaleza – 2005/2011] DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO: Fortaleza, Capital do Nordeste.

O 2º MAIOR PIB DO NORDESTE

O Produto Interno Bruto (PIB) da cidade de Fortaleza em 2008 foi de R$ 28,3 bilhões (último dado disponível pelo Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará – IPECE). Isso corresponde a quase 50% do PIB do Estado do Ceará e a 74% do PIB da Região Metropolitana de Fortaleza (RMF).

As características econômicas da cidade giram em torno dos setores de serviços, comércio, construção civil e administração pública. Estes, por sua vez, vêm se destacando em relação à geração de emprego: foram criados mais de 200 mil empregos na capital cearense entre janeiro de 2005 e julho de 2011, de acordo com os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED).

Devido ao elevado volume de investimentos injetados nos últimos anos na economia de Fortaleza, a projeção do PIB, para o ano de 2011, ficará em torno de R$ 37,1 bilhões. Este patamar aproxima o PIB de Fortaleza do maior PIB do Nordeste, o de Salvador (diferença de menos de 5%) e distancia Fortaleza de Recife, o terceiro maior PIB, em mais de 26%. Portanto, atualmente, Fortaleza detém o 2º maior PIB do Nordeste, com potencial para ultrapassar o PIB de Salvador nos próximos anos. 

Considerando que o PIB de Fortaleza em 2004 era de R$ 17,6 bilhões (preço corrente de dezembro/2004), tivemos em sete anos (2005-2011) um crescimento em torno de 110,7%. Os investimentos em obras de infraestrutura da Prefeitura de Fortaleza, os gastos com custeio para realizar serviços essenciais nas áreas sociais, combinados com os gastos federais e estaduais realizados no município, são elementos que explicam esta performance nos últimos anos.

POLÍTICA PERMANENTE DE INVESTIMENTOS

Neste contexto, Fortaleza foi a capital do Nordeste que mais realizou investimentos públicos no ano de 2010. Este fato se repete desde 2006, fruto de uma política permanente de investimentos e que tem influenciado na geração de emprego e renda na capital cearense. Os dados de 2006, 2007, 2008 e 2009 já foram divulgados pelo anuário Multi Cidades de Finanças dos Municípios do Brasil, da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), com base nos dados da Secretaria do Tesouro Nacional (STN). Isto não acontecia no passado, entre os anos de 1999 e 2005; a Prefeitura de Salvador liderava o ranking dos investimentos no Nordeste. 

Em termos de recursos públicos, Fortaleza investiu, em 2010, quase o dobro de Recife e Salvador e mais do que Teresina, Aracaju, Maceió e Natal juntas. Neste mesmo ano, Fortaleza é responsável por ¼ do que é investido por todas as Prefeituras do Nordeste (25,3%). É significativo demais quando se trata de uma capital ainda com renda concentrada nos mais ricos, elevados níveis de desigualdade e 70% da população recebendo em torno de 2 salários mínimos. Em 2011, a história se repete: os dados mostram que Fortaleza continua na liderança dos investimentos públicos e é responsável por 27,3% do que é investido em todo o Nordeste.

Programas de Investimento como o Transfor, Vila do Mar, Preurbis, o Programa de Aceleração do Crescimento – PAC da Mobilidade (Copa 2014), Drenurb e o Hospital da Mulher estão transformando para melhor a cidade e a vida das pessoas. Não esqueçamos também os investimentos realizados e a realizar na Praia de Iracema, na Beira Mar, na Praia do Futuro, nos CUCAS, na construção de escolas e creches, nos equipamentos hospitalares, na iluminação pública, na habitação e na reconstrução do Estádio Presidente Vargas.

A tabela ao lado evidencia que o investimento acumulado de 2005 a 2010 em Fortaleza cresceu em 174,52%. Em 2005, o volume do investimento público em Fortaleza era de apenas R$ 74,6 milhões. A Prefeita Luizianne Lins mais que quadruplicou estes valores (de R$ 74,6 para R$ 324 milhões) durante o período e colocou o município no topo do ranking das capitais do Nordeste que mais realizaram investimentos públicos. 

Foram investidos de 2005 até 2010, se considerarmos apenas obras, instalações, compra de equipamentos e inversões, mais de 1 bilhão de reais pela Prefeitura Municipal de Fortaleza. A tendência de Fortaleza é permanecer entre as primeiras capitais com o maior volume de investimentos públicos, especialmente se for mantida a política atual de investimentos. A atração para negócios e turismo é consequência da acertada política da Prefeita Luizianne Lins, que manteve a estratégia vocacional, baseada em comércio e serviços, inverteu prioridades e elevou o volume de investimentos. 

De acordo com o quadro acima, o Estado do Ceará gerou, no período de 2005 a 2010, 294.221 empregos com carteira assinada, representando 21,3% do saldo da Região Nordeste. Tomando-se a Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), foram gerados 234.925 novos empregos formais, dos quais somente Fortaleza responde por 181.672 (77,3%). 

CRESCIMENTO REPRESENTATIVO

Observando o crescimento relativo do emprego, ano a ano, de 2005 a 2010, a cidade de Fortaleza apresenta um crescimento de maior representação dentro do Estado do Ceará. As informações de Fortaleza, em comparação com as demais do Nordeste, apontam uma maior intensidade do crescimento relativo do emprego, a partir do ano de 2008; ou seja, o mercado de trabalho apresenta um comportamento ascendente ao longo do tempo. Em Fortaleza, as atividades culturais movimentam várias cadeias produtivas, desde os festejos juninos até a produção musical, o turismo e a cultura, merecendo destaque eventos como o Réveillon, que é o segundo maior do Brasil, o Pré-Carnaval e o Carnaval de Fortaleza.

Nas capitais nordestinas, foram gerados 745.334 empregos com carteira assinada, destacando-se Fortaleza,  Salvador e Recife com, respectivamente, 181.672, 147.400 e 140.160 postos formais de trabalho. Somente essas três capitais respondem por 62,95% dos empregos gerados em todas as capitais da região. Cabe acrescentar que, numa distribuição relativa dos postos de trabalho gerados, Fortaleza se destaca com 24,37%, seguida por Salvador, com 19,78%. Portanto, Fortaleza é responsável por quase ¼ de todos os empregos criados nas capitais nordestinas.

Além disso, na evolução do emprego, ano a ano, sobressai-se o de 2010, com a geração de 236.403 empregos no Nordeste; ou seja, 31,72% do total do período em análise. Verificando especificamente o crescimento do emprego na cidade de Fortaleza, ao longo do período de 2005 a 2010, a metrópole lidera o ranking nordestino entre os anos de 2006 e 2010 e alcança o seu melhor desempenho no último ano, na medida em que o seu saldo é de 54.669 postos de trabalho. Tanto numa análise de tendência do crescimento do emprego, no período de 2005 a 2010, como também no que se refere ao número de pessoas admitidas no mercado de trabalho, Fortaleza é o município de maior destaque, em comparação com as demais capitais da Região Nordeste.

MAIS OPORTUNIDADES DE EMPREGO

Em 2011, a população de Fortaleza passou a contar com os Núcleos de Apoio ao Trabalhador nas Regionais I, III e V. O atendimento mais próximo da população beneficia, principalmente, pessoas desempregadas ou as que procuram se reestruturar no mercado de trabalho, além de jovens que buscam o primeiro emprego. De abril até o início de dezembro, foram 37.968 atendimentos à população. Nesses locais, a população conta com serviços de cadastro do trabalhador e intermediação de mão de obra, atendimento dos beneficiários do seguro desemprego, inscrição no Programa de Prática Profissional em Informática e no Plano Nacional de Qualificação Profissional (PNQ), além de participação na pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) e atendimento do programa Agência Cidadã de Crédito (PAC). Os Núcleos de Apoio ao Trabalhador permitem a oferta de oportunidades de trabalho e/ou capacitação profissional para maiores de 16 anos, através de um banco de vagas criado a partir de visitas às empresas.

CRESCIMENTO DOS ESTABELECIMENTOS ATIVOS

Além de liderar o investimento público e a geração de empregos formais no Nordeste, Fortaleza é a capital da região que apresentou maior crescimento (em termos absolutos) de estabelecimentos com Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) ativo entre 2005 e 2010. Foram 10.696 estabelecimentos abertos entre 2005 e 2010, com destaque para os seguintes setores: comércio, serviços e construção civil. Somente esses três setores são responsáveis por 87,4% dos estabelecimentos abertos no período. Salvador e Recife tiveram, respectivamente, 6.399 e 5.288 novos estabelecimentos abertos no mesmo período. Fortaleza possuía 33.818 estabelecimentos em 2005 e em 2010 alcançou 44.514 novos estabelecimentos ativos. Em termos percentuais, Fortaleza cresceu 31,6%; Recife cresceu 19,1% e Salvador, 17,4% (RAIS – Relação Anual de Informações Sociais – Ministério do Trabalho e Emprego).

AGÊNCIA CIDADÃ DE CRÉDITO

Nessa perspectiva, a Prefeita Luizianne Lins inaugurou a Agência Cidadã de Crédito, que já ofereceu 37.654 créditos, oxigenando empresas, incentivando a criação de novos estabelecimentos e gerando mais oportunidades de trabalho e renda. Esta gestão também investiu na qualificação da mão de obra e na ampliação do mercado de trabalho. 120 mil pessoas já foram beneficiadas com os programas de geração de emprego, renda e qualificação profissional, e 47.152 pessoas passaram por cursos de qualificação profissional entre os anos de 2005 e 2010. 

Isso mostra que em Fortaleza as políticas públicas estão conjugadas com a vocação da cidade, demonstrando que os investimentos públicos são fundamentais para a geração de empregos, renda e inclusão social. Um processo integrado a partir do investimento está determinando o desenvolvimento econômico com participação popular e descentralização, visto que grande parte destes processos é realizada nas áreas mais carentes da cidade.

FORTALEZA: A CAPITAL MAIS VISITADA DO NORDESTE

Entendendo que a vocação da cidade está voltada para o comércio e serviços, e que o turismo é uma das atividades que mais geram ocupação e renda em Fortaleza, a Prefeita Luizianne Lins, em 2005, criou a Secretaria de Turismo de Fortaleza para incentivar o setor, qualificar trabalhadores e requalificar os principais corredores turísticos. Desde então, o incremento no número de turistas que procuram a cidade de Fortaleza tem sido bastante considerável. Hoje, Fortaleza vive uma expansão dessa atividade, despontando como a terceira cidade mais visitada pelos turistas brasileiros, ficando atrás apenas de Rio de Janeiro e São Paulo, e primeiro destino do Nordeste, conforme pesquisa divulgada pela rede hoteis.com em julho de 2011. Fortaleza é a capital mais visitada do Nordeste por turistas nacionais em 2010 e em 2011. Historicamente, Salvador liderava o ranking das cidades mais visitadas por turistas brasileiros no Nordeste.

Este é um importante indicador de renda e emprego em nossa capital e, ao mesmo tempo, é resultado dos grandes investimentos que a Prefeitura vem realizando em infraestrutura, qualificação de mão de obra, turismo cultural e de eventos, Réveillon Popular, Pré-Carnaval e Carnaval. Nestes períodos, especialmente, registra-se quase a totalidade da ocupação hoteleira na cidade. Através do projeto de extensão “Fortaleza Falando com o Turista”, alunos do Centro de Línguas do Instituto Municipal de Pesquisa, Administração e Recursos Humanos (IMPARH) auxiliam o diálogo entre estrangeiros e comerciantes no Mercado Central e no Centro de Pequenos Negócios.

Na infraestrutura do corredor turístico, a Prefeitura está requalificando a Orla (Vila do Mar, Praia de Iracema, Praia do Futuro e Beira Mar), a encosta do Morro Santa Terezinha e patrimônios culturais da cidade (Estádio Presidente Vargas, Mercado Central, Jardim Japonês, Estoril, Paço Municipal e Passeio Público), que promoverão a imagem de Fortaleza e qualificarão ainda mais a cidade como um dos principais destinos do país. Além das obras, Fortaleza cultiva uma hospitalidade peculiar que se estende da gastronomia ao comércio local. 

TRANSFORMAR VIDAS É A VOCAÇÃO DA NOSSA CIDADE

Essa estratégia foi fundamental para que a cidade despontasse no cenário nacional pela sua capacidade de atração de grandes eventos como a Copa das Confederações e a Copa do Mundo de 2014. Tudo isso não foi por acaso, foi fruto de planejamento e determinação para estimular as vocações da cidade, valorizando sua cultura, democratizando oportunidades e transformando vidas.

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