Se você é capaz de tremer de indignação a cada vez que se comete uma injustiça no mundo, então somos companheiros. É nesse espírito de solidariedade que nos encontramos em todas as lutas, desde o movimento estudantil, passando pelo parlamento, o nosso governo popular em Fortaleza e as lutas do tempo presente no Brasil e no mundo. Não poderia ser diferente em relação à causa palestina.
A missão humanitária Global Sumud Flotilla foi fundamental para mobilizar a sociedade, a comunidade internacional e os governos de todo o mundo para aumentar a pressão contra Israel, pelo cessar fogo e a abertura do corredor humanitário, mas sabemos que ainda precisamos de muita mobilização por uma Palestina verdadeiramente livre e soberana!
Seguimos juntos e juntas pelos direitos de todos os povos!
A deputada federal e ex-prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins (PT/CE), desembarca na capital cearense neste sábado, 11/10, às 16h, após participar da missão humanitária Global Sumud Flotilla, que levava comida e medicamentos para o povo palestino de Gaza. Depois de chegar ao Brasil, Luizianne falará pela primeira vez à imprensa do Ceará no Aeroporto Internacional de Fortaleza.
A embarcação onde a deputada estava foi interceptada ilegalmente em águas internacionais pelas Forças Armadas israelenses entre os dias 01/10 e 02/10. A parlamentar e os demais 13 cidadãos e cidadãs brasileiros foram presos de forma ilegal e violenta no centro de detenção de Ketziot, prisão de segurança máxima no sul de Israel, onde passaram quase sete dias.
SERVIÇO:
Chegada da deputada Luizianne a Fortaleza Sábado, 11/10 Às 16h No Aeroporto Internacional de Fortaleza
Em entrevista ao ICL Notícias, a deputada federal Luizianne Lins (PT/CE) relata detalhes da interceptação ilegal da Flotilha humanitária por Israel, em águas palestinas.
A deputada federal e ex-prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins (PT/CE), chegou ao Brasil, no aeroporto de Guarulhos/SP, nesta quinta-feira, 09/10, após participar da missão humanitária Global Sumud Flotilla, que levava comida e medicamentos para o povo palestino de Gaza, há dois anos massacrado pelo Governo de Israel. Luizianne e mais 13 cidadãos e cidadãs brasileiros tiveram suas embarcações interceptadas ilegalmente em águas internacionais pelas Forças Armadas israelenses entre os dias 01/10 e 02/10. Foram sequestrados e passaram quase sete dias presos em Ketziot, centro de detenção de segurança máxima no sul de Israel.
Durante entrevista no saguão de aeroporto em Guarulhos, Luizianne destacou a importância da sensação de que os participantes foram movidos por um grande sentimento de humanidade e solidariedade vindo do mundo inteiro. “Foram 31 dias de ativismo intenso e pedimos que o mundo denuncie cada vez mais o genocídio do povo palestino para que se torne algo que todos e todas possam cuidar. A gente passou por muitas dificuldades, mas temos certeza de que essas dificuldades não chegam nem perto das que o povo palestino vem sofrendo cotidianamente. Muito boa a notícia do cessar-fogo momentâneo, mas pedimos à imprensa, aos jornalistas, aos homens e mulheres brasileiros, que deem continuidade à cobertura pelo fim do genocídio em Gaza. Esse movimento não pode ter descontinuidade. Contamos com cada um e cada uma de vocês”, afirmou a deputada.
Na coletiva de imprensa os participantes da delegação brasileira relataram os maus tratos sofridos durante a detenção ilegal, mas ressaltaram que a missão não deve ser sobre os ativistas, mas sobre o povo palestino massacrado, com destaque para os mais 10 mil palestinos detidos em prisões israelenses, sendo 400 crianças. Reforçaram a urgência do fim das relações comerciais do Brasil com Israel.
A deputada Luizianne relatou como foi a deportação da delegação brasileira na fronteira de Israel com a Jordânia e agradeceu à Embaixada do Brasil em solo jordaniano pelo acolhimento. A parlamentar fez um breve histórico dos ataques que a flotilha passou a receber por drones israelenses desde o último dia 23/09, com explosões e lançamento de material tóxico, culminando com a interceptação ilegal e violenta no dia 01/10. Também relatou os maus tratos sofridos na prisão, mas reforçou mais uma vez que o que passaram não tem comparação com o sofrimento do povo palestino.