Brasília, 3 de outubro de 2025 – A deputada federal Luizianne Lins (PT/CE) e os demais brasileiros detidos ilegalmente pelo Governo de Israel devem receber visitas consulares da Embaixada do Brasil ao longo de toda esta sexta-feira, 03/10. A parlamentar permanece incomunicável há mais de 40 horas, desde a abordagem ilegal feita pela Marinha de Israel em águas internacionais, durante a iniciativa humanitária que levava alimentos, medicamentos e próteses ao povo palestino.
Todas as pessoas detidas, incluindo a delegação brasileira, já foram transferidos para o centro de detenção de Ketziot, a cerca de 30 quilômetros do Egito, onde o serviço consular do Brasil realiza as visitas para verificar as condições de integridade física e segurança dos cidadãos e cidadãs retidos. Os advogados da missão humanitária também estão dando assistência jurídica aos cidadãos e cidadãs brasileiros.
Na manhã desta quinta-feira (2/10), uma comitiva de parlamentares do Congresso Nacional reuniu-se com o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, no Itamaraty, para tratar da situação dos 15 brasileiros e brasileiras integrantes da iniciativa que levava alimentos e medicamentos ao povo palestino em Gaza. Entre eles está a deputada federal Luizianne Lins (PT-CE), cuja embarcação foi ilegalmente interceptada pela Marinha de Israel em águas internacionais.
Durante a reunião, foi confirmado que o Brasil realizará uma primeira visita consular nesta sexta-feira (3/10), com o objetivo de verificar a integridade física da delegação brasileira detida ilegalmente, garantir assistência e encaminhar medidas de proteção.
A deputada Luizianne, que estava em missão oficial como observadora internacional, permanece incomunicável desde a abordagem militar, o que aumenta a preocupação quanto às condições a que está submetida, assim como os demais integrantes da delegação brasileira. Parlamentares também relataram que receberam informações sobre a realização de interrogatórios ilegais, conduzidos sem a presença de representantes consulares ou advogados.
Últimas informações sobre a deputada Luizianne Lins
O último contato com a deputada foi às 18h30 do dia 01/10 (horário de Brasília). No último dia 17/09, a deputada encaminhou ao Itamaraty um ofício solicitando apoio diplomático e medidas de proteção para a delegação brasileira, composta por 15 pessoas. O Itamaraty respondeu, afirmando que prestaria assistência consular e política em caso de captura. Já em 26/09, um grupo de 37 deputados federais assinou documento pedindo ao governo federal apoio e proteção para os tripulantes da missão humanitária.
Dois brasileiros desaparecidos
Na reunião desta quinta-feira, a comitiva parlamentar solicitou ao Itamaraty empenho redobrado para localizar dois brasileiros que seguem desaparecidos, sem confirmação oficial de detenção.
Seguiremos acompanhando e mobilizando esforços para garantir a segurança, a integridade e o retorno da deputada Luizianne Lins e dos demais brasileiros e brasileiras em proteção.
De forma ilegal e autoritária, as forças armadas de Israel sequestraram a deputada federal brasileira Luizianne Lins, juntamente com demais participantes da missão humanitária que levava alimentos e medicamentos à população de Gaza.
A Missão, que se encheu de esperança nos últimos dias pela solidariedade e atenção internacional, foi hoje violentamente interrompida em mais um ato de violação do direito internacional.
As autoridades brasileiras e organismos internacionais já estão sendo acionados para garantir a integridade da parlamentar e de todos(as) os(as) voluntários(as).
As Forças Armadas de Israel interceptaram nesta quarta-feira, 01/10, o barco Grande Blu, onde se encontra a deputada federal Luizianne Lins (PT/CE) e mais nove pessoas. Os ativistas e tripulantes, que fazem parte do missão humanitária Global Sumud Flotilla, já se aproximavam de Gaza, para onde estão levando água, comida e medicamentos destinados ao povo palestino, que sofre com ataques de Israel há quase dois anos.
Nas últimas horas, ocorreu grande expectativa de que as embarcações conseguiriam chegar às pessoas famintas, dada a repercussão internacional, com declaração de apoio de diversos países. Porém, a movimentação neste momento é para o rapto, prisão e posterior deportação dos membros da missão, como ocorreu com o barco Madlen, da Flotilha da Liberdade, no último mês de junho.
A deputada Luizianne enviou ofício ao Ministério das Relações Exteriores do Brasil, no último dia 17/09, solicitando apoio diplomático e medidas de proteção para garantir a segurança da delegação brasileira na missão, composta por 15 pessoas.
No último dia 11/09, o próprio Itamaraty comunicou, por meio de ofício, que está atento para prestar assistência consular e política em caso de captura dos cidadãos e cidadãs brasileiros. No último dia 26/09, um grupo de 37 deputados também assinou documento pedindo ao governo federal ajuda e proteção para os tripulantes da Global Sumud Flotilla.
Os brasileiros nos barcos até agora interceptados são:
Barco Grande Blu – Luizianne Lins, deputada federal pelo PT
Barco Alma – Thiago Ávila (membro do Comitê Diretor da Global Sumud Flotilla)
Barco Sirius – Mariana Conti, vereadora de Campinas pelo PSOL; Nicolas Calabrese, professor e coordenador da Rede Emancipa no Rio de Janeiro; Bruno Gilga, trabalhador da USP e ativista da CSP-Conlutas; Lisiane Proença, comunicadora popular; Magno Costa, diretor do SINTUSP
Barco Adara – Ariadne Telles, advogada popular e militante da luta pela terra na Amazônia; e Mansur Peixoto, criador do projeto História Islâmica
Barco Spectre – Gabi Tolotti, presidente do PSOL-RS e Mohamad El Kadri, presidente do Fórum Latino Palestino e coordenador da Frente Palestina de São Paulo
Barco Yulara – Lucas Gusmão, ativista internacionalista
Mais informações nos canais oficiaid da Global Sumud Flotilla:
Diretamente do Mar Mediterrâneo, onde integra a missão humanitária pelo povo palestino de Faza, a deputada federal e ex-prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins (PT/CE), comemorou uma conquista histórica para o povo brasileiro, fruto do compromisso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva: o Imposto de Renda Zero para os mais pobres e para a classe média.